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Foto: Portal da Foz

A vazão das Cataratas do Iguaçu às 15h de segunda-feira (30) era de 286 metros cúbicos por segundo. A vazão normal é de 1.500 metros cúbicos por segundo. A vazão de ontem foi a mais baixa do ano. Só não é pior ainda que a seca de 2006 quando a vazão chegou a 220 metros cúbicos por segundo ou em maio de 1978 quando a vazão caiu para 100 metros cúbicos de água por segundo.

As dificuldades de abastecimento de água para as Cataratas do Iguaçu vem sendo notada desde outubro, segundo observações do Parque Nacional Iguazú na Argentina. Em tempos de seca extrema só a região da Garganta do Diabo recebe os chamados “filetes de água”. 

Foto: Portal da Foz

Só a chuva na região da Bacia do Alto Rio Iguaçu (BARI) e sobre áreas de mananciais da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) podem trazer alívio. Ontem, 30, o acumulado de chuvas na região era de 1.1 milímetro, pouco para resolver o problema embora houvesse 90% de probabilidade de chuvas isoladas.   

Municípios como Curitiba e outros na RMC já estão sentindo a falta de água para consumo. Os reservatórios das seis usinas hidrelétricas também trabalham com falta de água.  A vazão do rio Iguaçu em Porto Amazonas, onde ele começa a ser navegável, era de 13 metros cúbicos por segundo. O principal afluente do rio Iguaçu, o rio Negro que nasce na Serra do Quiriri entre Paraná e Santa Catarina era de 7.26 m³ por segundo. Só após o encontro dele com o Iguaçu, após vários pequenos afluentes, a vazão atinge a casa dos 30 m³ por segundo.   

Foto: Portal da Foz

No trecho do Iguaçu dominado pelas hidrelétricas a situação também é preocupante. O reservatório da Usina do Salto Segredo, atual Usina Ney Braga, está com 8,93% de seu volume útil. O reservatório da Usina Salto Santiago está com 10,54% de seu volume estocado. 

Foz do Iguaçu e os municípios de fronteira se encontram no final do curso do rio Iguaçu e na sua desembocadura no rio Paraná. A partir daqui, o rio adentra território argentino em direção ao mar já com o nome de Rio de la Plata.

O cenário do rio está mudado no pequeno trecho que passa por Foz do Iguaçu abaixo da Itaipu Binacional. No local, as pedras do leito estão à vista. A beleza do cenário é um convite para o desfrute fotógrafos e entusiastas de paisagens.  

GDia