Fenômeno
Rio Turvo. Foto: Arquivo Três Passos News

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) elevou para mais de 80% a probabilidade de formação do fenômeno climático El Niño no Oceano Pacífico durante o segundo semestre de 2026. A atualização mensal divulgada nesta semana indica que o aquecimento das águas do Pacífico deve se consolidar entre o inverno e a primavera, com possíveis reflexos no clima do Rio Grande do Sul.

Segundo o relatório do Climate Prediction Center (CPC), o Pacífico deve permanecer em condição de neutralidade durante grande parte do primeiro semestre. No trimestre março-abril-maio, a chance de neutralidade chega a cerca de 93%. A partir de maio, porém, o cenário começa a mudar gradualmente.

Entre junho e agosto, a probabilidade de El Niño já sobe para aproximadamente 62%, superando a neutralidade. Nos meses seguintes, as chances aumentam ainda mais, chegando a cerca de 80% entre agosto e outubro e ultrapassando 82% no final da primavera.

Atualmente, as medições mostram o Pacífico Equatorial praticamente neutro, com anomalia de temperatura de -0,1°C na região conhecida como Niño 3.4, usada como referência global para monitorar o fenômeno. No entanto, áreas próximas à costa do Peru e do Equador já registram aquecimento de cerca de +0,9°C, sinalizando o início de um episódio de El Niño costeiro.

Especialistas indicam que o fenômeno pode até se estabelecer antes do previsto, possivelmente entre maio e junho, caso o aquecimento do oceano avance mais rapidamente.

Possíveis impactos no Rio Grande do Sul

Historicamente, episódios de El Niño costumam trazer aumento das chuvas para o Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. Esse padrão eleva o risco de temporais, volumes elevados de precipitação e enchentes, principalmente durante o inverno e a primavera.

Com isso, especialistas alertam que o Estado pode enfrentar períodos de chuva acima da média, com maior frequência de eventos extremos, como tempestades intensas e cheias de rios. Em anos de El Niño, episódios de alagamentos urbanos e transbordamentos de bacias hidrográficas costumam se tornar mais comuns.

Por outro lado, o fenômeno também costuma favorecer a agricultura no Sul do país, já que a maior disponibilidade de chuva tende a reduzir perdas provocadas por estiagens. Historicamente, safras agrícolas mais produtivas no Rio Grande do Sul estão associadas a períodos de El Niño, embora o excesso de chuva também possa causar prejuízos em determinadas fases das lavouras.

O fenômeno climático ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal e os ventos alísios enfraquecem. Essa alteração na interação entre oceano e atmosfera provoca mudanças no clima em diversas regiões do planeta, influenciando padrões de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos.

Metsul – https://metsul.com/noaa-probabilidade-de-el-nino-no-oceano-pacifico-disparara-e-passa-de-80

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