Fenômeno
Foto : Urânia Planetário/Divulgação

Uma chuva de meteoros poderá ser observada no céu do Brasil na noite de domingo, 8, para a madrugada de segunda-feira, 9 de fevereiro. O fenômeno é conhecido como Alpha Centaurids e ocorre todos os anos, sendo mais visível no hemisfério sul.

De acordo com informações do projeto astronômico Urânia Planetário, o momento de maior atividade varia conforme a região do país. No Sul, o pico acontece após as 22h30; no Sudeste e Centro-Oeste, por volta das 23h; e, no Norte e Nordeste, após 0h30. A previsão é de cerca de seis meteoros por hora.

Simulações astronômicas indicam que a quantidade de meteoros pode variar entre 5 e 20 por hora.

Como observar

Alguns deles poderão ser vistos a olho nu, como rápidos riscos luminosos no céu. A claridade da Lua, no entanto, pode dificultar a observação dos meteoros mais fracos.

A região do céu de onde esses meteoros parecem surgir fica próxima da estrela Hadar, uma das mais brilhantes da constelação do Centauro. Uma maneira simples de localizar essa área é encontrar o Cruzeiro do Sul, facilmente visível mesmo em áreas urbanas.

Para observar melhor o fenômeno, a recomendação é procurar locais escuros, afastados da iluminação artificial. Não é necessário nenhum equipamento, já que os meteoros cruzam o céu rapidamente e em diferentes direções.

As principais chuvas de meteoros previstas em 2026

Segundo o projeto de monitoramento de meteoros Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), 2026 será diferente dos outros anos em relação a observação de chuvas de meteoros no Brasil, pois o luar não ofuscará os principais picos.

No entanto, a parte não tão boa é que, no Hemisfério Sul, as melhores visualizações serão só no fim do ano.

Veja as principais, por ordem de importância, segundo o projeto Exoss.

  • Geminidas (pico em 14 de dezembro): O Grande Show

Considerada a chuva anual mais confiável, as Geminidas atingem seu máximo em 14 de dezembro de 2026. A excelente notícia é que o pico ocorrerá durante a Lua Crescente, que estará apenas 30% iluminada, garantindo um céu escuro na maior parte da noite.

O radiante (na constelação de Gêmeos) nasce mais tarde para o sul do que no norte. Deve haver atividade intensa a partir da meia-noite, culminando por volta das duas da manhã. Com uma Taxa Horária Zenital (ZHR) estimada em 150 meteoros/hora, é o evento imperdível do ano.

  • Orionidas (pico em 21 de outubro): A Herança do Cometa Halley

Sempre muito esperada pelos brasileiros, esta chuva terá condições favoráveis em 2026. A Lua estará na fase crescente, pondo-se antes da madrugada e deixando o céu livre para observação no momento em que o radiante (em Órion) ganha altura. Espera-se uma ZHR de 20+, mas as Orionidas são conhecidas por surpresas e múltiplos picos.

  • Líridas (pico em 22 de abril): O Retorno sem Luar

Abrindo a temporada das grandes chuvas, as Líridas (006 LYR) chegam com uma excelente janela de observação em 2026. Isso porque haverá uma vantagem: o pico ocorre dois dias antes da Lua Quarto Crescente, o que significa que o nosso satélite se porá cedo, deixando a madrugada escura para observação. A ZHR será de ~18.

Para observadores no Hemisfério Sul, o radiante (na constelação de Lira) nasce baixo no horizonte norte após a meia-noite. Embora vejamos menos meteoros que no Hemisfério Norte, a ausência da Lua permitirá captar os meteoros longos e brilhantes que rasgam a atmosfera horizontalmente quando o radiante estiver baixo.

Esta chuva é originada pelo Cometa C/1861 G1 (Thatcher). Embora a taxa média seja modesta (18 meteoros/hora), as Líridas são conhecidas por surpresas ocasionais.

  • Eta Aquarids (pico em 6 de maio): O Desafio da Lua que Brilha Demais

Tradicionalmente, a chuva Eta Aquarids é o carro-chefe do Hemisfério Sul. Porém, em 2026, o pico em 6 de maio ocorrerá apenas quatro dias após a Lua Cheia. O luar intenso ofuscará os meteoros mais fracos, tornando a observação visual um desafio técnico, embora câmeras de monitoramento ainda possam registrar os bólidos mais brilhantes.

  • Eta Eridanids (pico em 7 de agosto): A IMO

Recomenda explicitamente a observação desta chuva a partir de locais do sul, preferencialmente após a meia-noite. É uma chuva pouco estudada que necessita de dados de fluxo para confirmação de atividade.

  • Puppid-Velids (dezembro)

Um complexo sistema de meteoros visível principalmente ao sul do equador. Sua atividade acontece no início de dezembro, servindo como um “aquecimento” para as Geminidas.

A Temporada das Bolas de Fogo: O Complexo das Tauridas – (pico no Ramo Sul em 5 de novembro e no Ramo Norte em 12 de novembro

A atividade é de setembro a dezembro. Para o observador brasileiro, o Complexo das Tauridas é um dos alvos mais fotogênicos do ano. Diferentemente das chuvas rápidas, as Tauridas são conhecidas por produzir meteoros lentos (27-29 km/s) e muito brilhantes, muitas vezes classificados como bolas de fogo.

O sistema das Tauridas é formado por dois ramos principais, ambos vistos no Brasil: Tauridas do Sul (002 STA) e Tauridas do Norte (017 NTA), ambos associados ao Cometa 2P/Encke. Eles dominam a atividade da região do “antihélio” no céu durante meses.

O ano de 2026 terá um cenário perfeito: em novembro, a Lua Nova ocorre no dia 9. Isso cria um “corredor escuro” perfeito entre o pico das Tauridas do Sul (5/11) e das Tauridas do Norte (12/11).

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