O ano de 2026 será marcado por uma transição climática importante, com a saída da influência do La Niña e o retorno do El Niño ao longo do segundo semestre. O fenômeno traz chuva acima da média no Rio Grande do Sul e foi com ele que o Estado viveu sua maior tragédia climática recente. Sobre este assunto a Uirapuru conversou com Aldemir Pasinato, analista de laboratório da Embrapa Trigo de Passo Fundo , que acompanha o comportamento climático e seus impactos na produção agrícola. Segundo Pasinato, o início do ano ainda reflete os efeitos do fenômeno La Niña, que influenciou o clima durante o verão 2025/2026.
No entanto, com a chegada do outono, o cenário entra em uma fase de neutralidade, já com indicativos da formação de um novo El Niño nos próximos meses./De acordo com os principais modelos meteorológicos e instituições internacionais, como a NOAA e o INPE, há uma probabilidade de cerca de 62% para o início da formação do fenômeno entre os meses de junho e agosto. Já o desenvolvimento mais consistente deve ocorrer entre setembro e novembro, com chances que chegam a 80%.
A tendência, conforme o último boletim da agência norte-americana, é de que o El Niño atinja intensidade de moderada a forte, com pico previsto entre o final de 2026 e o início de 2027. Apesar disso, o analista ressalta que ainda é cedo para cravar a intensidade final do fenômeno, já que não há consenso entre todos os modelos climáticos.
Pasinato destaca que os próximos meses serão decisivos para entender o comportamento do oceano Pacífico Equatorial e, consequentemente, a força do El Niño. A evolução entre abril e maio será determinante para indicar como o fenômeno vai se consolidar ao longo do inverno e da primavera. Na prática, os efeitos já começam a ser projetados. A tendência é de um inverno mais úmido e com períodos de frio mais curtos, sem a ausência total de temperaturas baixas. Já a primavera deve ser marcada por condições mais quentes e com volumes de chuva acima da média.
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