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Novo calendário será facultativo. Foto: Secon/Piratini

A Famurs e os presidentes das associações regionais estiveram reunidos mais uma vez com o governo do Estado, Ministério Público e Tribunal de Contas, na manhã desta terça-feira (25), para debater sobre o retorno das aulas presenciais. Após solicitação da entidade, em não retomar as atividades dia 31 de agosto, o Estado declarou que haverá nova definição de calendário, previamente definido para o dia 15 setembro.

De acordo com o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, a nova proposta do governo será de um calendário facultativo. Desta forma, o Estado dará a permissão para a retomada das aulas, mas a definição de qual será o melhor momento ficará a cargo dos prefeitos, posteriormente das instituições de ensino, e, por último, dos pais e responsáveis.

A Famurs manteve sua preocupação em realizar o retorno neste momento e insistiu que a volta às aulas deva ocorrer apenas quando o número de casos diminuir efetivamente.

De acordo com a secretária de Saúde, Arita Bergmann, será encaminhado hoje à Famurs o compilado de normas técnicas da área de vigilância em saúde, conforme solicitado na última reunião, e informou que amanhã será publicado no Diário Oficial uma nota técnica com orientações sobre o transporte escolar.

Também na próxima reunião, marcada para o dia 1º de setembro, deve ser apresentado pelo governo o novo calendário de autorização para retorno das aulas. O calendário será válido para municípios em bandeira amarela e laranja.

Retorno apenas quando houver diminuição dos casos

A convite do Executivo estadual, participou da reunião o doutor em epidemiologia e ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira. Na oportunidade, ele apresentou um estudo realizado a partir da análise de reabertura das escolas em mais de 15 países.

O ex-secretário do Ministério da Saúde apontou que nos países analisados, as escolas frequentemente fizeram parte do retorno das primeiras ondas de reabertura, sendo priorizado o retorno de alunos menores de 15 anos. Contudo, o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, observou que a curva epidêmica destes países já estava em queda.

Oliveira afirmou que não é recomendado o retorno escolar quando a curva está ascendente ou no platô.

Com informações da Famurs