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O Ministério de Minas e Energia pediu novos estudos para avaliar os impactos de um eventual retorno do horário de verão no país e seus efeitos para amenizar a crise energética. As informações são da Folha de S.Paulo. A medida acontece após entidades da área de gastronomia, turismo e até mesmo do próprio setor energético se manifestarem de forma favorável à mudança de horário.

Mesmo tomando a iniciativa, o governo federal é pessimista quanto aos efeitos positivos da alteração nos relógios. Em nota, o MME afirmou que a contribuição do horário de verão é limitada, tendo em vista as mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período diurno.

“Assim, no momento, o MME não identificou que a aplicação do horário de verão traga benefícios para redução da demanda”, mas, ainda assim, pediu que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reexamine a questão. Em julho o presidente Bolsonaro descartou a volta da medida, afirmando que “a maioria da população é contra porque mexe no relógio biológico”.

O Operador do Sistema Nacional (ONS) fará os estudos para avaliar essa questão diante do cenário de escassez hídrica do país. Setores econômicos pressionam o governo para que o horário de verão volte. O programa foi extinto nacionalmente em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro.

Gazeta do Povo