Polícia
Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga uma suspeita de crime cibernético nos municípios de Ibirubá e Quinze de Novembro.

Conforme a PC, nos últimos dias, os prefeitos dos dois municípios procuraram a polícia e relataram que números enviavam mensagens, via WhatsApp, para mulheres.

Os números utilizavam as fotos dos dois nas conversas. Conforme a investigação, os números estão cadastrados em nome de um casal morador da cidade de Quinze de Novembro.

A polícia foi informada do caso pelos prefeitos porque eles foram procurados pelas mulheres e companheiros delas, que demonstraram insatisfação com as investidas.

De acordo com a investigação, os dois chefes de executivo nada tiveram a ver com a prática.

A polícia conseguiu identificar cinco vítimas mulheres, além dos dois prefeitos, todos moradores dos dois municípios. “Elas eram assedias, convidadas a sair com ‘eles’, fazer um programa, um ato sexual. Era esse o teor das mensagens”, revelou a delegada Diná Aroldi, responsável pelo caso. “Não teve extorsão, mas acredito que poderia ser essa a segunda etapa, com certeza isso tinha uma finalidade.”

A principal suspeita é a de que o homem conhecesse as vítimas, até porque os dois municípios são pequenos: Quinze de Novembro tem 5 mil habitantes e Ibirubá, 22 mil.

Foram realizadas buscas na residência dos suspeitos e foram apreendidos cerca de 40 chips telefônicos, telefones celulares, e uma embalagem de chip com um dos números investigados.

O material apreendido será encaminhado à perícia.

Um dos números chegou a alternar a utilização das fotos quando conversava com uma das vítimas. As mulheres serão ouvidas pela polícia no inquérito.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na quarta-feira (23).

A delegada acredita que, inicialmente, o homem seja o principal suspeito da prática. “A mulher estava indignada com a situação. Acredito que ela tenha sido usada. Foi cadastrado o nome dela no chip, mas creio que ela não era sabedora disso”, afirmou a delegada.

O homem negou a prática. Ele tem algumas passagens pela polícia, mas não por crimes graves.

Neste momento, a delegada trata o caso como perturbação da tranquilidade.

No entanto, durante a investigação, outros crimes poderão ser identificados. “É um fato grave. Um marido chegou a ir na casa do prefeito para tirar satisfação. Ele poderia ter sofrido um fato mais grave sem ter nada a ver com isso”, finalizou Diná Aroldi.

Diário da Manhã