Pelo menos seis mulheres de Leandro N. Alem, Olegario V. Andrade e Oberá relataram ter sido vítimas de golpes envolvendo supostas ofertas de emprego no Brasil. Elas responderam a publicações em redes sociais que prometiam trabalho temporário na colheita de frutas. Segundo seus relatos, os golpistas exigiram pagamentos adiantados e desapareceram sem oferecer emprego formal.
Segundo depoimentos, as ofertas circularam principalmente pelo Facebook e ofereciam vagas para colheita de maçãs e uvas no sul do país vizinho. Os anúncios incluíam salários mensais supostamente altos, além de alojamento e alimentação, condições que motivaram as vítimas a entrar em contato com os supostos empregadores.
Durante a negociação, os recrutadores solicitaram transferências bancárias para agilizar os procedimentos administrativos, incluindo a obtenção do CPF (Cadastro de Pessoa Física), taxas de inscrição e providências de viagem. Após efetuarem os pagamentos, as mulheres perderam todo o contato com os recrutadores e não receberam mais nenhuma informação sobre o suposto emprego.
As reclamações surgem em meio a um aumento da migração de trabalhadores para o Brasil, onde milhares de trabalhadores de Misiones atravessam a fronteira para trabalhar na colheita de frutas, especialmente em regiões como o Rio Grande do Sul e a Serra Gaúcha. Nas últimas semanas, circularam imagens de grupos partindo de vários pontos da província rumo a esse destino.
A demanda sazonal por mão de obra nas regiões produtoras de maçã e uva permanece ativa todos os verões, criando um cenário favorável ao surgimento de intermediários informais que oferecem empregos inexistentes por meio de plataformas digitais.
Os afetados indicaram que, além do prejuízo financeiro, o golpe impactou diretamente o planejamento familiar e as expectativas de renda. O caso ressaltou, mais uma vez, a necessidade de extrema cautela com ofertas de emprego divulgadas em redes sociais e de evitar pagamentos antecipados sem contrato ou intermediários autorizados.
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