Mais de 32 mil empresas fecharam na Argentina desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, em meio a uma política de ajuste fiscal, queda no consumo e dificuldades para o setor produtivo. No mesmo período, a produção industrial recuou 12%, enquanto quase um terço da população vivia abaixo da linha da pobreza.
Os dados mostram que o número de empregadores registrados no sistema de seguro contra acidentes de trabalho caiu de 512.357, em novembro de 2023, para 480.067, em julho de 2026. A redução é de 32.290 registros, equivalente a 6,3%.
A retração chegou ao 18º mês consecutivo em julho, com 948 registros a menos em relação ao mês anterior. Naquele mês, o país também perdeu 3.485 postos de trabalho formais.
O cenário contrasta com a avaliação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que classificou o governo Milei como um “ótimo exemplo” para o Brasil.
Na Argentina, empresas enfrentam consumo enfraquecido, custos elevados, dificuldades de crédito e concorrência de produtos importados.
Segundo dados do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), as importações de bens de consumo cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2023.
Em julho, comércio e indústria tiveram retração na comparação anual, enquanto a mineração cresceu.
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A pobreza também atingiu 32,3% da população argentina no primeiro semestre de 2026, segundo dados oficiais. O índice expõe o contraste entre a realidade social do país e a defesa do modelo de Milei como referência para o Brasil por setores ligados à campanha de Flávio Bolsonaro.
O Globo






