A Argentina tem enfrentado muitas dificuldades na economia, e uma pesquisa revela que dois em cada três argentinos afirmam que a renda não dura até o fim do mês. Assunto para Marcelo Lins no GloboNews Mais desta segunda-feira (19).
“Mesmo com todo esse aperto do governo Milei desde que ele chegou ao poder, ainda tem uma inflação que bate 33,5% ao ano. Junto com isso, temos aposentadorias e salários congelados. Ou seja, a inflação vai comendo o poder de compra dessas pessoas na Argentina”.
“Mais do que isso, a gente viu essa pesquisa: mais de 2/3 dos argentinos não conseguem chegar até o final do mês com o que ganham. Isso faz aumentar, e muito, a precariedade da vida de boa parte da população.”
“Perto disso, os ganhos que foram conseguidos, de fato, com a queda bastante razoável da inflação, que antes estava em níveis estratosféricos, acabam sendo perdidos.”
“Não adianta trabalhar para segurar a inflação, para tentar diminuir o déficit fiscal, para ter um aperto nas contas do governo, se isso lá na ponta não se reverte em benefícios para a população. E o que a Argentina está passando hoje é muito complexo.”
“Depende, hoje em dia, extremamente da ‘ajuda’ de pacotes do Fundo Monetário Internacional, de injeção direta de dinheiro de alguns parceiros internacionais, notadamente os Estados Unidos […] Mas é óbvio que uma economia não se sustenta com esse tipo de ajuda. É preciso que tenha um ciclo virtuoso capaz de se realimentar”.
“O que a gente tem visto na Argentina é o fechamento recorde de empresas, um desemprego que não dá trégua e baixa perspectiva de novos investimentos. Portanto, Milei tem muito a trabalhar para tentar reverter essa situação”.
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“A sorte dele é que a oposição tem uma imagem tão ruim ou pior do que a dele, e até agora não conseguiu apresentar uma plataforma e um candidato capazes de rivalizar com ele”.
Marcelo Lins/Globo News






