Este foi o título de matéria publicada recentemente no portal da BBC internacional, que retrata o crescente número de brasileiros que estão mudando para o Paraguai.
“Em 2025, o Paraguai bateu um recorde ao conceder 40.600 autorizações de residência a estrangeiros. Mais da metade (23.500) eram brasileiros, um número muito superior ao dos argentinos, que ficaram em segundo lugar (4.300).
Espera-se que o número seja ainda maior em 2026. Somente nos três primeiros meses do ano, 9.200 autorizações foram emitidas para brasileiros.
about:blankA estimativa mais recente do governo brasileiro, de 2023, indica que 263.000 brasileiros viviam no Paraguai, constituindo a terceira maior comunidade no exterior, depois dos Estados Unidos e de Portugal.”
No texto alguns depoimentos revelam as motivações da mudança. “Não aguentamos mais o Brasil; nossos salários estão perdendo valor. O que eu ganho em reais não é suficiente para viver em Portugal também. Aqui, posso viver bem”.
E vários deles enfatizam seu pensamento ideológico quando perguntado do porquê da mudança. “Nós, da direita, nos sentimos os mais oprimidos. Não temos liberdade”, explicou uma aposentada à BBC News Brasil sobre sua experiência. “É um governo que só nos prejudica”. Todos compartilham a visão de que a vida no Paraguai hoje se adequa melhor às suas posições ideológicas.
O atual presidente paraguaio, Santiago Peña, é o nono líder de direita entre os dez que governaram o país desde a sua redemocratização, após o fim da ditadura do General Alfredo Stroessner em 1989. Os estrangeiros são vistos como motores essenciais da economia local, e o governo está alterando leis e oferecendo ainda mais incentivos fiscais para atrair investimentos e empresas.Aqueles que solicitam residência no Paraguai são questionados por funcionários do governo sobre os motivos de sua imigração. “As respostas mais frequentes se referem ao custo dos nossos impostos”, afirma Cornelio Melgarejo, do serviço de imigração paraguaio.
Líderes paraguaios destacam a menor carga tributária e o sistema mais simples como fatores-chave para atrair investimentos que, de outra forma, poderiam ir para países mais desenvolvidos da região. Além disso, desde 2000, o país adotou um sistema chamado “maquila”, pelo qual fábricas localizadas no Paraguai podem importar matérias-primas praticamente sem impostos, produzir bens dentro do Paraguai e exportá-los pagando quase nenhum imposto. Essa estratégia atraiu grandes fábricas de marcas brasileiras como Lupo e Riachuelo para o país.
O economista Alexandre da Costa, pesquisador da Unila (Universidade de Integração Latino-Americana), explica que o modelo paraguaio contribuiu para o crescimento do país em torno de 4% nos últimos três anos, acima da média latino-americana, embora o Paraguai continue sendo uma das menores economias da região. O PIB do Brasil é aproximadamente 50 vezes maior que o do Paraguai, e a economia paraguaia acaba sendo intimamente ligada ao que acontece no Brasil, seu principal parceiro comercial.
“Um dos exemplos mais citados do baixo custo de vida no Paraguai é a energia elétrica. Graças ao grande excedente de energia gerado pela usina hidrelétrica de Itaipu, construída em parceria com o Brasil, e por Yacyretá, em parceria com a Argentina, os paraguaios desfrutam da energia mais barata da região”.
A acompanhar o transcorrer deste ano e o findar do processo eleitoral para saber a movimentação de brasileiros de saída do país em busca de uma vida melhor!
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