O produtor Otávio Hoeppner precisou de ajuda para colher o pé de mandioca de 112 quilos, em Pomerode, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
“Eu comecei a cavar. Quando estava liberando a raiz maior, fui verificar as outras. Comecei a limpar e cavar, até que senti que estavam começando a soltar. O vizinho tem uma empresa e tem um jardineiro. Ele estava curioso e pedi “vem cá, me ajuda. Vem ver o que está acontecendo, nunca vi isso na minha vida'”, disse Otávio, que tem 76 anos.
A colheita do pé foi feita das 7h30 às 11h30. À tarde, ele colocou a planta em um trator e levou para casa.
“Plantamos 20 e poucos pés. Um sobrou. Não sei dizer o motivo, cada vez que aparecia uma raiz ou rachadura, coloquei terra adubada que eu comprei de um amigo meu. Usei junto com barro vermelho e foi aumentando e deu no que deu”, relatou ele.
Na noite de terça-feira (2), quando conversou com o G1 SC, o casal já tinha cortado o pé de mandioca, retirando as partes que não ia usar. Agora, os dois têm 62 quilos do alimento estocados no freezer.
Colheita habitual
Normalmente, os produtores de mandioca colhem um pé com peso entre 6 e 8 quilos, afirmou a extensionista rural Eneide Barth, do escritório de Pomerode da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
Geralmente, o pé de mandioca é retirado um ou dois anos após ser plantado. Otávio e Wilma, porém, fizeram a colheita sete anos depois.
“Sendo uma planta perene, se deixar e ter condições de desenvolvimento, ela vai crescer”, disse Eneide Barth.
Em relação ao pé de mandioca colhido pelo casal, ela disse que a colheita mais tardia e a adubação favoreceram o desenvolvimento da planta.
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G1 SC





