Justiça
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Por determinação do juiz Carlos Adriano da Silva, da 2ª Vara Cível da Comarca de São Luiz Gonzaga, publicada nesta quarta-feira, 22, o prefeito de Rolador, Paulo Peixoto, precisa deixar o cargo imediatamente. Conforme o despacho, as sanções impostas pela prática de atos de improbidade com condenação transitada em julgado, que incluem a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos, implicam também na perda do atual mandato.

Conforme o texto, o argumento do prefeito Paulo Peixoto, de que a decisão judicial não o condenou à perda do cargo, vai ao encontro de decisão do Ministério Público, que diz que o pleno gozo dos direitos políticos é exigido não apenas para habilitação ou investidura no cargo, mas também para permanecer nele. Sendo assim, conforme o magistrado, “a perda do cargo é decorrência lógica da perda ou suspensão dos direitos de cidadania”.

Na sentença, o juiz Carlos determinou, entre outros despachos, o imediato afastamento da prefeitura e multa no valor de R$ 500,00 por dia de descumprimento. Ele também intimou a presidência da Câmara de Vereadores para que, no prazo de 48 horas, dê posse ao vice-prefeito, Mauro dos Santos.

O que diz Paulo Peixoto

Em conversa com a reportagem, Paulo disse que ainda não foi citado, mas que já tomou conhecimento da decisão e que irá recorrer. Ele também destacou que “o objeto de todo esse processo são três cargas de cascalho colocadas na casa de um produtor em 2008, em um período eleitoral, quando nem era candidato. Era vice-prefeito”. “Não foi por corrupção, roubo, nada disso. Foi por causa dessas cargas de cascalho”, finalizou.

Rádio São Luiz