Justiça
Foto: Reprodução

Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por envolvimento em um esquema de adulteração de leite investigado pela Operação Leite Compen$ado I, deflagrada em 2013.

A sentença foi proferida em 13 de agosto, pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, na Serra Gaúcha. Além da pena de reclusão, o réu também foi condenado ao pagamento de multa. Ele poderá recorrer em liberdade.

Conforme a decisão judicial, o homem trabalhava em um posto de resfriamento de leite em Guaporé e participava diretamente de etapas como recebimento, carregamento e reaproveitamento das cargas.

A fraude consistia na adição de água, ureia contendo formaldeído, soda cáustica, sal e açúcar ao leite destinado ao consumo humano. A água era utilizada para aumentar artificialmente o volume comercializado, enquanto as substâncias químicas ajudavam a mascarar a adulteração nos testes de qualidade.

Segundo o MPRS, a prática reduzia o valor nutritivo do produto e poderia torná-lo prejudicial à saúde dos consumidores.

A Operação Leite Compen$ado I foi deflagrada em maio de 2013 e revelou um esquema envolvendo transportadores e postos de resfriamento. Na época, as investigações apontaram que o grupo movimentava aproximadamente 100 milhões de litros de leite por ano e havia adquirido mais de 100 toneladas de ureia que seriam utilizadas para encobrir a fraude.

A identidade do condenado não foi divulgada.

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