Felipe de Souza foi condenado na segunda-feira, 14, pelo Tribunal do Júri de Encantado a 26 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado pelo homicídio do próprio pai, crime ocorrido em fevereiro de 2025 no bairro Vila Moça. O julgamento se estendeu por todo o dia no Fórum da comarca, e o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses sustentadas pelo Ministério Público.
De acordo com o promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto, responsável pela acusação, o homicídio foi reconhecido como qualificado por dois motivos. “Qualificado pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o motivo do crime foi um desentendimento financeiro entre a vítima e o réu, e também porque a vítima foi atacada quando estava dormindo”, afirmou o promotor.
O crime aconteceu numa madrugada, quando a vítima, de 63 anos, foi atingida por um golpe de faca no pescoço dentro de casa. Ela dividia a residência com o filho e um amigo, que também vivia no local e foi quem acionou a Brigada Militar. Os policiais encontraram o corpo da vítima no sofá da casa.
Do crime ao julgamento
Ainda no dia do crime, a autoria chegou a ser contestada. Felipe inicialmente atribuiu o ataque ao amigo, que negou a acusação e apontou o próprio filho como responsável. Ao longo da investigação, a versão do amigo foi confirmada pela polícia, e o filho foi preso em flagrante.
Durante o processo, a defesa sustentou por meses que o réu não era o autor do crime, atribuindo o homicídio a uma terceira pessoa (o mesmo amigo apontado logo após o crime).
“Hoje, quando trouxe uma nova tese de defesa, sustentou que sim, foi ele o autor do crime, mas que teria sido motivado por um motivo que considerou relevante. O Conselho de Sentença afastou essa tese porque não havia lastro probatório e acolheu a tese do Ministério Público”, explicou o promotor.
O réu já começou a cumprir a pena e permanece preso. “O Ministério Público entende que, mais uma vez, o Conselho de Sentença fez uma decisão acertada e promoveu a justiça para a nossa comunidade”, concluiu Neto.
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