Justiça
Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS

Uma mulher foi condenada a 66 anos e quatro meses de prisão por mandar matar o ex-companheiro e tentar assassinar o próprio filho, de apenas nove anos, em Caxias do Sul. A decisão foi do Tribunal do Júri e atende à denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).

O julgamento durou cerca de 17 horas, começando na manhã da última terça-feira (17) e terminando na madrugada de quarta-feira (18). Um parente da mulher, apontado como o executor do crime, também foi condenado e recebeu pena de 50 anos de prisão.

Segundo a acusação, a mulher planejou o crime após perder a guarda do filho para o pai da criança. Inconformada com a decisão da Justiça, ela teria ordenado a morte do ex-companheiro e também do próprio filho.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi planejado com antecedência e executado de forma dissimulada. O homem condenado por executar o assassinato atraiu pai e filho com um pedido falso de entrega de lanches. Quando chegaram ao local combinado, ambos foram rendidos e levados até uma área isolada, na zona leste de Caxias. Lá, o pai foi morto a tiros, na frente do filho. A criança também foi baleada na cabeça, mas sobreviveu.

O júri considerou que os crimes foram cometidos por motivo fútil, com promessa de recompensa e uso de dissimulação. Também pesou o fato de a tentativa de homicídio ter sido contra uma criança e, ainda, filho da própria mandante.

Na decisão, o Judiciário destacou a gravidade do caso, especialmente pelo fato de o menino ter presenciado a execução do pai e ter sido vítima direta da tentativa de homicídio.

Outro ponto que agravou a pena da mulher foi o histórico de perda da guarda do filho, já que, conforme a sentença, ela havia descumprido decisões judiciais e demonstrado negligência anteriormente.

As penas dos dois condenados devem começar a ser cumpridas em regime fechado.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 4 de outubro de 2023. O pai da criança foi encontrado morto na manhã seguinte, em uma estrada de chão na Estrada Attílio Citton, em meio a um matagal. Ele havia sido atingido por diversos disparos de arma de fogo.

Já o menino foi localizado cerca de 500 metros do corpo, gravemente ferido. Mesmo baleado na cabeça e com outras lesões pelo corpo, ele conseguiu caminhar pela via até ser visto por um motorista, que acionou socorro.

A criança chegou a dar seu primeiro nome aos atendentes antes de desmaiar. Ela foi levada em estado grave ao hospital e passou por cirurgia, mas conseguiu sobreviver.

A reportagem tenta contato com as defesas dos condenados para obter o contraponto.

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