Uma nova avaliação técnica determinada pelo Judiciário pode alterar significativamente o desfecho do processo envolvendo um prêmio da Mega-Sena sorteado em 2010, no município de Fontoura Xavier. A medida reacende a disputa judicial e levanta a possibilidade de recuperação de uma quantia milionária.
De acordo com o advogado criminalista Jean Severo, responsável pela defesa de participantes de um bolão, a perícia que será conduzida pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) tende a comprovar a existência de irregularidades, o que pode abrir caminho para a devolução de valores que hoje já alcançariam cifras próximas de R$ 500 milhões.
O defensor destacou que uma análise independente já havia sido realizada anteriormente, apontando indícios de fraude. Esse material foi incorporado ao processo e, posteriormente, o juiz responsável determinou o encaminhamento para avaliação oficial do IGP, reforçando a necessidade de uma apuração técnica imparcial.
A previsão é de que o laudo pericial seja finalizado em até 30 dias após o recebimento dos documentos. Segundo Severo, o resultado pode gerar consequências tanto na esfera civil quanto na criminal, com possíveis responsabilizações aos envolvidos.
O caso gira em torno de um prêmio de R$ 119 milhões que, conforme alegam os autores da ação, teria sido conquistado por um grupo de apostadores, mas acabou sendo retirado por apenas um empresário. A atualização do valor ainda depende de cálculos judiciais, incluindo juros e correções monetárias, podendo elevar consideravelmente a quantia inicial.
Inicialmente, 11 pessoas reivindicavam o direito ao prêmio, porém duas delas faleceram durante o andamento do processo. O advogado ressaltou o impacto que o valor poderia ter proporcionado na vida dos participantes, especialmente daqueles que não tiveram tempo de ver o desfecho da ação.
Caso a fraude seja confirmada, a Justiça deverá determinar a restituição dos valores aos apostadores e também aos herdeiros dos envolvidos que já morreram. A defesa afirma que pretende buscar responsabilização ampla, incluindo instituições e pessoas que possam ter participado direta ou indiretamente do caso.
O empresário citado como responsável pelo saque do prêmio permanece em liberdade. Conforme o advogado, ele chegou a ser indiciado pela Polícia Civil na época dos fatos, mas não houve apresentação de denúncia por parte do Ministério Público.
Considerada decisiva, a nova perícia pode destravar um processo que se arrasta há mais de dez anos e trazer esclarecimentos fundamentais para a conclusão do caso.
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