Passava das 2h20min da madrugada desta quinta-feira (21) quando pai e filho foram condenados pelas mortes de Neusa Maria Rapkievicz, 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, 32, em Casca, no norte do Estado.
Vanderlei Tickz foi condenado a 52 anos e seis meses de prisão e Davide Tickz recebeu pena de 41 anos. Somadas, as penas chegam a 93 anos de reclusão. Segundo o MP, os jurados reconheceram as qualificadoras sustentadas pelo Ministério Público, que resultou na condenação por duplo homicídio duplamente qualificado.
— Os réus agiram com motivação torpe e armaram uma emboscada para matar as vítimas […] A resposta à barbárie e também às consequências do crime, onde duas gerações de uma mesma família foram interrompidas, deixando dor à família das vítimas, foi dada mediante um veredito exemplar e contundente — disse o promotor responsável pela acusação, Fabrício Allegretti.
O julgamento começou por volta das 10h de quarta-feira (20). Pai e filho foram acusados de serem mandantes do crime, ocorrido em junho de 2020. O júri havia sido marcado inicialmente para 31 de março, mas foi adiado devido à ausência do advogado de defesa, que apresentou problemas de saúde.
Antes da condenação dos mandantes, três executores do crime já haviam sido julgados e condenados a penas que variam de 28 a 49 anos de prisão, também por homicídio qualificado.
Relembre o caso
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, mãe e filha, Neusa e Ana Paula Rapkievicz, foram assassinadas a tiros no dia 14 de junho de 2020, quando voltavam para casa, em uma área do interior do município de Casca. Para a acusação, o ataque foi planejado com antecedência e teria como pano de fundo disputas familiares.
Entre os motivos apontados estão conflitos patrimoniais e desentendimentos envolvendo a guarda de uma criança, neta e sobrinha das vítimas. A menina é filha de um dos réus com a ex-companheira, que já morreu.

Ainda conforme a acusação, os mandantes teriam pago ao menos R$ 20 mil para a execução do crime e oferecido suporte aos executores, incluindo informações sobre o local, transporte, estadia e armas utilizadas.
O Ministério Público também sustenta que o homicídio teve motivação considerada torpe, já que teria relação com questionamentos feitos pelas vítimas sobre a morte da ex-companheira de um dos réus, registrada como suicídio à época.
O processo envolvendo um sexto acusado, também apontado como executor, foi desmembrado. A razão é que ainda não houve trânsito em julgado da decisão que o levou a júri.
Gaúcha ZH
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