Tempo
Foto: Reprodução

As baixas temperaturas e as precipitações registradas nas duas últimas semanas de maio vão voltar a se repetir no mês de junho em todo o Rio Grande do Sul. Conforme levantamento da Somar Meteorologia, o término da ação do fenômeno La Niña deve aumentar o acumulado de chuvas, com estimativa de mais de 100mm em todas as regiões do Estado.

A Somar aponta também que as precipitações devem atingir extremos de 200mm na região norte. As simulações até o momento, indicam que os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre os dias 5 e 6 de junho, depois entre 13 e 14 e, por fim, de 23 a 25. Na primeira ocorrência, haverá vendavais e risco de danos.

— Apesar disso, infelizmente, teremos um período mais longo de ausência de chuva, o que ajuda o mês a ter chuvas abaixo da média normal histórica para o período, em grande parte do Rio Grande do Sul — pondera Fabiene Casamento, meteorologista da Somar.

Mais frio

As temperaturas voltarão a registrar declínios acentuados ao longo de junho. O mês será mais frio em comparação a maio, e as projeções apontam que as temperaturas mais baixas  serão registradas entre o final da primeira quinzena e no início da segunda quinzena, de acordo com a Somar.

Na Serra, há a possibilidade de valores abaixo de zero e novas ocorrências de geadas. Na Campanha, as temperaturas mais baixas devem se dar ainda na primeira semana do mês, com mínima de 0º C em São José dos Ausentes já no dia 1º de junho.

Em Porto Alegre, a Somar prevê mínimas entre 3 e 4°C no final da primeira quinzena do mês.

— Os termômetros não chegam a ficar abaixo de 0°C neste mês — frisa Fabiene. — Vale lembrar que a menor mínima da história na Capital foi de -0,2°C em 16 de julho de 1993.

Em relação ao inverno, que se inicia no dia 21 de junho, a expectativa é de que a estação registre um frio mais intenso em comparação ao ano passado, mas uma estimativa mais exata deve ser determinada nas próximas semanas. Ainda não é possível prever as condições para neve: a Somar só consegue confirmar a possibilidade com, no máximo, sete dias de antecedência.

GZH