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Fusquinha também está na mira de Eduardo Leite. Foto: Ilustração

No Rio Grande do Sul, quase metade da frota de veículos não paga o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), devido a isenções previstas na legislação federal ou estadual. São 3,1 milhões de veículos que não recolhem o tributo, o que corresponde a 46% de uma frota total de 6,9 milhões de veículos do Estado.

A principal isenção de IPVA é dos veículos com mais de 20 anos de fabricação. Nesse grupo, estão 2,5 milhões dos carros isentos. Na Reforma Tributária RS, o governo do Estado propõe a tributação deles em 3,5% do valor do veículo a partir de 2021.

O que se propõe é a alteração de alíquota para automóveis e camionetas, passando de 3% para 3,5%, a redução do valor mínimo do IPVA de 4 UPF para até 1 UPF e a isenção para veículos fabricados há mais de 40 anos (e não mais 20 anos), passando a pagar o tributo os carros fabricados a partir de 1982.

Protesto em Crissiumal

A alteração da isenção do IPVA por parte do Governo do Estado foi motivo de manifesto em diversas cidades do Rio Grande do Sul, e também em Crissiumal. O protesto em forma de carreata realizado na tarde deste domingo percorreu as ruas centrais de Crissiumal, segundo o site Guia Crissiumal.

De acordo com o projeto — que faz parte da reforma tributária estadual — veículos fabricados entre 1980 e 2000 já passarão a pagar o imposto a partir do ano que vem. Pela legislação atual, estão isentos os com mais de 20 anos. Assim, modelos nacionais como Fusca, Opala, Chevette, Passat, Gol, Monza, Corcel e outros até mais modernos  — produzidos nos anos 1990 — mas que já caíram no gosto dos colecionadores, serão taxados.

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