Saúde
Foto: Priscilla Du Preez / Unsplash

Por volta dos 50 anos, as mulheres passam por uma fase que para muitas pode ser complicada. Todas já ouviram falar dos calores e outros problemas que acontecem em decorrência da menopausa. Algumas, porém, passam por esses sintomas antes das outras – é a chamada menopausa precoce. A falência ovariana precoce acontece em uma a cada 250 mulheres em torno dos 35 anos, segundo estudo publicado na revista Obstetrics & Gynecology.

A menopausa acontece quando os ovários perdem sua função e deixam de produzir hormônios que ocasionam a ovulação. A última menstruação geralmente ocorre por volta dos 50 anos. Quando isso acontece de forma prematura, antes dos 40 anos da mulher, é chamado de falência ovariana precoce. Os indícios são os mesmos nos dois casos. As mulheres costumam experienciar ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor, alterações na pele. A perda de massa óssea também é um dos sintomas que devem ser vistos com atenção principalmente na menopausa precoce. A mulher terá mais chances de desenvolver doenças como a osteoporose.

As causas para essa condição podem estar relacionadas a cirurgias no ovário, tratamentos como radioterapia ou quimioterapia – principalmente na região pélvica –, ovários policísticos, doenças genéticas ou autoimunes. “A mulher nasce com todos os seus óvulos, porém algumas mulheres podem nascer com um número menor ou, por algum motivo, consumir seus óvulos mais rápido. Isso pode acontecer também em decorrência de condições genéticas, como a síndrome do X frágil”, explica a ginecologista Mariangela Badalotti, diretora da Clínica Fertilitat.

Outro fator que deve ser levado em consideração também está relacionado a genética: a idade em que a mãe passou pela menopausa pode indicar como será essa situação para as filhas. “As mulheres com histórico familiar, principalmente materno ou de irmãs, devem prestar atenção nos padrões e em irregularidades”, indica a ginecologista.

O tratamento para a menopausa precoce está relacionado com o controle dos sintomas, que podem ser de curto ou longo prazo. Segundo Mariangela, o acompanhamento é importante principalmente em relação a perda de massa óssea. O principal tratamento é a terapia hormonal que funciona repondo os hormônios que deixam de ser produzidos pelo corpo e melhorando os sintomas, porém deve ser feita com acompanhamento médico

Pode engravidar na menopausa precoce?

No caso da menopausa precoce, esse pode não ser o fim da vida reprodutiva da mulher. Existem casos de menopausa transitória, onde a mulher volta a menstruar mesmo após a constatação de falência ovariana. “Não existem exames que possam prever que isso vá acontecer, mas é possível que, em casos raros, a mulher consiga até mesmo engravidar”, conta Mariangela.

Além dessas exceções, as mulheres que desejam engravidar podem passar por tratamentos, como a doação de óvulos ou a fecundação in vitro. Durante a menopausa, o útero não é afetado, por isso é possível manter uma gravidez normalmente após esse período. O recomendando é procurar um médico especializado nesses casos.

Correio do Povo – Bella +