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Foto: Divulgação

A realização de um pedido feito há cerca de 10 anos para o padre jesuíta considerado santo antes mesmo de falecer, João Batista Rëus, levou o palmitinhense Alceu Bonafé a caminhar cerca de 450 Km saindo de Palmitinho até São Leopoldo onde está o santuário dedicado ao padre.

Foram nove dias de caminhada, do dia 21 ao dia 29 de dezembro. “Saí de Palmitinho no dia 21. O primeiro pernoite foi em Boa Vista das Missões depois fomos indo, caminhava das 5 às 11 horas e das 15 às 20 horas, me alimentei em restaurantes e dormimos na camioneta mesmo, a ideia inicial era dormir em hotel, mas achamos confortável ficar no carro e assim seguimos até o fim. A parte mais complicada do trajeto foi na serra de Lajeado, pois não tem acostamento e passa muito caminhão, mas deu tudo certo.  No último dia, fiz os últimos 60 Km, de Montenegro até São Leopoldo”, relatou Bonafé.

O Santuário Sagrado Coração de Jesus, localizado junto ao túmulo do jesuíta, é um dos principais pontos turísticos da cidade de São Leopoldo, recebendo milhares de romeiros mensalmente, que vão até lá pagar promessas por graças alcançadas, geralmente a pé partindo de diversas localidades do estado.

A preparação

O fiel se preparou durante quase um ano, fazendo corridas e caminhadas pelas estradas da região, também fez um check-up da saúde antes de sair e bebia cerca de seis litros de água por dia, durante o percurso. “Em momento algum me senti cansado ou pensei em desistir, mas não imaginava que faria tão rápido. Nos primeiros dias a oração foi minha companheira no trajeto, depois seguia apreciando a paisagem, observando coisas que por vezes a gente não vê quando passa de carro”, confidenciou.

Durante o relato do devoto de Padre Reus ao Programa Comando Regional do Grupo Chiru por vezes a emoção tomou conta e não titubeou em dizer que se preciso for vai recorrer novamente a intercessão do jesuíta. “Se for considerar os anos, podemos dizer que demorou para acontecer, foram 10 anos, mas sou muito grato e faria tudo novamente se fosse preciso”, destacou.

Boa parte do percurso Bonafé fez alternando três pares de tênis que havia levado na viagem, porém, de acordo com ele, com os dias os dedos começaram a ficar doloridos e ele precisou cortar parte do tênis, usando esse mesmo par até o fim da caminhada. “Peguei alguns dos dias mais quentes, chegou aos 40°C e no asfalto parece ainda mais quente, então os dedos doíam. O corpo, por sua vez, parece que foi acostumando, assim os primeiros dias foram mais difíceis que os últimos”, relatou.

A alimentação era feita em restaurantes na beira da estrada. “Não mudei muito a minha alimentação, o café era normalmente com um sanduíche e uma xícara de café com leite, almoçava normalmente e jantava, mas é importante dizer que quando parava e a íamos procurar um lugar para comer ou dormir, sempre voltávamos de onde eu tinha parado. Tive durante todo o percurso um apoio muito grande do rapaz que foi comigo, de apelido pipoca, ele ia as vezes na frente outras ficava para trás, mas sempre me acompanhando”, disse.

A chegada

Renovado de muita fé, solidariedade, oração, confiança e esperança Bonafé chegou ao santuário para agradecer. Lá a família o esperava para celebrarem juntos.

O empresário que atua há mais de 40 anos, com a Marcenaria Bonafé, na Linha Boa Vista, interior de Palmitinho não esqueceu de agradecer todos que lhe apoiaram para cumprir essa promessa e principalmente a família que sempre esteve ao seu lado.

Grupo Chirú