Saúde
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Conforme divulgado nesta segunda-feira (26) alguns municípios gaúchos suspenderam a segunda dose da Coronavac por falta de vacina.

Conforme as secretarias, a decisão da redução ou suspensão da aplicação foi necessária já que a vacina produzida pelo Instituto Butantan apresenta falta de produto.

O Ministério da Saúde recomendou ainda no final de março, que fossem aplicados todos os imunizantes disponíveis para a primeira dose, não reservando para garantir a aplicação da segunda.

Porto Alegre, Canoas, Estância Velha, São Gabriel, Caçapava do Sul, Bagé e Tramandaí já suspenderam a segunda dose.

Em Caxias do Sul, o 2º município com mais doses aplicadas, não possui mais vacinas do imunizante para realizar a segunda aplicação. Conforme a diretora da Vigilância em Saúde, Juliana Argenta, elas teriam terminado do sábado (24). “Não foi possível contemplar todas as doses para todos os idosos, conforme o calendário por um atraso do envio do Ministério da Saúde para os Estados e municípios”, diz Argenta.A cidade não tem conhecimento até a véspera do envio do imunizante, de quando ou quantas doses chegarão por parte do Ministério da Saúde.

Agora o objetivo é que os próximos a serem vacinados sejam os que estão aguardando em uma lista de espera. “Até para que os mesmos sejam priorizados para a vacinação, tão logo as doses venham. Muitos dos idosos receberam as doses no Drive Thru então estamos orientando, que estes idosos deixem os nomes nas listas, nos serviços para que eles possam receber”, encerra a diretora.

Ainda segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS)  de Caxias, conforme divulgado na sexta-feira (23) alertou que havia recebido apenas 86% das vacinas necessárias para aplicar a segunda dose de Coronavac/ Butantan em idosos de 66 anos ou mais. Além disso, a SMS já notificou a Anvisa sobre a perda técnica de cerca de 10% das doses de Coronavac/ Butantan, porque grande parte dos frascos não tem o quantitativo necessário para 10 aplicações, problema noticiado pelo Estado e que ocorre em diversos municípios.

A Secretaria de Saúde do Estado ainda não se pronunciou sobre a situação.

Leouve