Saúde
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Nem todo treinamento físico é aplicável ou adequado a qualquer pessoa. Cada biótipo físico requer cuidados diferentes de acordo com questões relacionadas ao peso, idade, sexo, e outras situações. Apostar num estilo de vida fitness, que exige mudanças de hábitos sem orientações de um profissional pode não ser uma boa escolha. A advertência é da profissional de Educação Física e professora da Unisul, Ana Cristina da Silva Mendes. Ela explica que o corpo humano foi feito para o movimento e que a falta dessa atividade natural pode acarretar em problemas de saúde.

Diante disso a professora alerta: se inspirar no estilo de vida de pessoas famosas nas redes sociais, como os digitais influencers, nem sempre pode dar certo. Muitos influenciadores não são profissionais da área da saúde e, por vezes, passam apenas as suas experiências pessoais de treinos e alimentação. 

Ana Cristina avalia que a ação dos digitais influencers é benéfica quando servem de inspiração para as pessoas retomarem os cuidados com o corpo e a saúde. Porém, ela alerta para os perigos de se copiar integralmente o estilo de vida de uma outra pessoa. “Dentro do treinamento físico temos a individualidade biológica, quando um treinamento pode funcionar bem para uma pessoa e não para a outra. Ao copiar o que um influenciador faz, corre-se o risco de isso não funcionar para atingir os próprios objetivos e até de se machucar enquanto pratica exercícios inadequados para o condicionamento físico que possui”, explica.

Como na utilização de remédios, a profissional avalia que os exercícios físicos necessitam de orientação de consumo e defende que não é apenas fazer um exercício por qualquer tempo. “Exercício tem frequência, intensidade e duração que precisam ser apropriados para cada pessoa. A atividade precisa ter uma dosagem certa para que traga efeitos positivos para a vida do praticante”, complementa.

Mudança de hábito

O treinamento físico é um importante aliado na manutenção da saúde da população e está na linha de frente no combate ao sedentarismo. Uma das dez metas da Organização Mundial da Saúde para 2019 é diminuir a inatividade, pois ela é a porta de entrada para outros problemas como a obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

Em 5º lugar no ranking dos países mais inativos do mundo, o Brasil tem cerca de 47% da população sedentária, sendo que 70% deles não praticam exercício por falta de tempo (IBGE/2013). Nestes casos, Ana Cristina indica o uso da tecnologia como auxilio para evitar a inatividade. “Existe uma série de aplicativos muito bacanas para fazer exercícios físicos em casa e de maneira segura. Pois, eles solicitam informações como nível de treinamento, se é iniciante, intermediário ou avançado. São indicadas atividades que não necessitam de acompanhamento profissional”, acrescenta.

Driblando a rotina

Outra opção para driblar a falta de tempo é a mudança de hábitos. Afinal, entre os esportes mais praticados pela população brasileira, em 2013, estão o futebol (42,7%), a caminhada (8,4%) e o voleibol (8,2%), qualquer atividade física feita diariamente por mais de 20 minutos já afasta muitos problemas de saúde. Então, a caminhada pode se tornar a ida e a volta de deslocamentos de curta distância e futebol, voleibol ou outro esporte o lazer ou passatempo entre os amigos ou colegas de trabalho. “O que não pode é arrumar desculpas para ficar parado”, finaliza Ana Cristina.

UNISUL HOJE