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Dois dias após ter proposto a prefeitos a possibilidade de terem mais autonomia para definir as restrições às atividades econômicas no distanciamento controlado, o que foi recebido por alguns como transferência de responsabilidades, o governador Eduardo Leite enfatizou a eficiência do sistema adotado até agora e disse que qualquer decisão a ser tomada pelos gestores tende a fortalecer o modelo implementado no Rio Grande do Sul.

“Seja com o Estado apresentando os protocolos ou não, o modelo se fortalece, pois as associações a partir de agora estão se reunindo para que as prefeituras se manifestem”, avaliou nesta quinta-feira (23).

Leite disse que, diante das contestações às classificações semanais das bandeiras, recurso que passou a ser permitido aos municípios, “não adianta apenas o governador sozinho determinar se uma atividade vai abrir ou fechar”, e ressaltou que o governo está sempre aberto a ouvir sugestões para construir a melhor forma de avançar nesse processo com as prefeituras.

Segundo ele, a intenção do Executivo ao conversar com os municípios é avançar em formas de promover maior engajamento das cidades, para que sejam respeitados os protocolos e diminuam a circulação de pessoas e contaminações pelo novo coronavírus. “Não é uma tarefa fácil, são 497 municípios, gestores e realidades diferentes, e sempre buscamos o entendimento e a ponderação”, disse.

De acordo com o governador, pela proposta levada aos prefeitos, o Estado manteria o sistema de definição das bandeiras, continuaria fazendo a análise dos riscos, indicadores e apresentando protocolos, a não ser que as regiões reunidas optem por protocolos distintos. “Se as associações querem que o governo continue (com essas medidas), se fortalece o modelo e legitima a autoridade do governo do Estado para que os protocolos sejam definidos. Se for o contrário, fortalece o modelo também, porque terá mais observância aos protocolos que os prefeitos terão aderido coletivamente, por suas associações”, enfatizou.

Para Leite, as alterações não tratam de diminuir o rigor dos protocolos. “De forma alguma estamos afrouxando. A observância dos protocolos demanda muito das prefeituras, que têm poder estabelecido de fiscalizar as regras. A fiscalização municipal é a mais importante para que se atinja o objetivo final, que é a menor circulação de pessoas e do vírus. A bom tempo vamos chegar a um entendimento com os prefeitos”, finalizou.

Jornal do Comércio