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Foto: Arquivo Pessoal

O Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou, nos últimos dias, a substância ingerida pelo jovem Timóteo Lucas Hoffmann, 16 anos, encontrado morto no dia 8 de setembro do ano passado em um terreno baldio de Igrejinha. Segundo as informações, trata-se de uma nova droga sintética que causou a morte do adolescente. A investigação da Polícia Civil já possuía a informação de que poderia se tratar da ingestão de uma substância proibida, mas ainda não se tinha conhecimento sobre qual seria essa droga.

Informações de amigos que estavam com Timóteo davam conta de que ele teria consumido LSD. Contudo, os laudos iniciais da perícia não encontraram vestígios de nenhuma droga no corpo do jovem, nem de LSD. Testes também foram feitos para venenos e remédios, que tiveram resultado negativo. Um segundo teste de LSD foi feito em dezembro passado, mas novamente não demonstrou presença da droga no organismo do rapaz.

Depois de diversas análises e o usod e métodos próprios de identificação de substâncias criados pelos peritos, o IGP identificou que Timóteo ingeriu a 25E-NBOH, uma droga nova que pode matar no primeiro uso e que é comercializada como se fosse LSD. A confirmação foi obtida em junho, mas só agora está sendo divulgada.

Segundo as informações, na época da morte, a droga ingerida por Timóteo ainda não era considerada ilícita. Só passou a ser proibida três meses depois, quando foi incluída em uma portaria da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Jornal Panorama