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Foto: Ilustração

O mês de maio vai se despedindo com a gradual elevação da temperatura e o predomínio do tempo seco em grande parte do território brasileiro. Porém, tudo isso promete mudar nessa reta final. No decorrer dos próximos dias a chuva volta a se espalhar com a formação de mais uma frente fria.

Na tarde da quarta-feira (25) as primeiras pancadas de chuva já devem atingir a fronteira entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Durante a quinta-feira (26), a chuva persistirá sobre o estado gaúcho com acumulados significativos, trovoadas e ventos de fraca à moderada intensidade. Nos próximos dias, as instabilidades devem avançar até chegar a áreas do Sudeste e Centro-Oeste, isso já considerando a virada do mês de junho.

O grande destaque, no entanto, vem depois desta chuva. Após o avanço da frente fria, uma nova massa de ar polar vai se aproximar, podendo trazer uma nova onda de frio até o país. Mas será que ela será tão intensa e abrangente como a da semana passada?

Junho começa com nova massa de ar polar

A partir da quinta-feira (02) a tendência é de queda acentuada da temperatura com a chegada de uma nova massa de ar seco e de origem polar no Sul do Brasil. Aos poucos essa massa de ar polar deve avançar pelo Rio Grande do Sul, até chegar em pontos de Santa Catarina e até mesmo do Paraná.

A incursão do frio deve acontecer ao longo dos primeiros oito dias de junho, não se descartando inclusive, o potencial para novas geadas com temperaturas mínimas inferiores a 3°C. As geadas devem ser mais abrangentes e fortes no estado gaúcho, mas em áreas dos estados catarinense e paranaense, o fenômeno também pode acontecer, ou seja, um novo risco para áreas produtoras de feijão, milho e hortaliças.

Ainda é incerto para falar sobre a abrangência e intensidade dessa massa de ar polar, se ela será capaz de trazer a segunda onda de frio intensa de 2022, principalmente em termos de derrubar as temperaturas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

Comportamento da temperatura em junho

Ao longo do mês de junho, a temperatura deve variar e esperam-se dias mais frios com anomalias negativas e dias menos frios com anomalias positivas, segundo a simulação mais recente dos modelos meteorológicos.

O inverno astronômico vai começar no dia 21 de junho, mas até lá muita coisa deve acontecer, inclusive com a chegada da próxima massa de ar polar já no início do mês. Aliás, a tendência é de uma primeira quinzena de junho com anomalias negativas de temperatura especialmente no Sul do Brasil, mas podendo chegar ao sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

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