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Acontece: depois de algum tempo, o que era amor dá lugar a uma amizade. No início desta semana, Fernanda Souza e Thiaguinho anunciaram o fim do casamento, depois de mais de oito anos juntos. No texto compartilhado pelos dois nas redes sociais, os artistas explicaram:

“O motivo da decisão é que percebemos que nossa relação se transformou em uma linda amizade. No nosso caso, foi um processo natural, com muita maturidade e amor” e pediram privacidade e respeito ao momento.

A terapeuta de relacionamentos Rosangela Matos afirma que muitos casais, em especial os que estão há mais de três anos juntos, podem passar pela mesma situação,  no entanto, nem sempre conseguem identificar que realmente houve uma mudança na relação:

– Uma relação não termina de um dia para o outro. Com o passar do tempo, as pessoas mudam, evoluem, e é preciso fazer ajustes no relacionamento, se assim for o desejo do casal. Ou não, não é? Separações acontecem todos os dias e está tudo bem. O importante é avaliar e aceitar isso  – diz.

Rosangela destaca que em todo o relacionamento deve existir amizade, mas se a convivência se limitar apenas a isso, é difícil manter um namoro ou casamento por muito mais tempo:

– A amizade é importante, mas a parceria é ainda mais. Ter alguns planos e objetivos em comum, caso contrário, é como se cada um tivesse uma vida particular.

A seguir, ela lista alguns sinais que podem ajudar a reconhecer se a união chegou a este ponto:

Rosangela alerta para quando a convivência do casal se torna cômoda e não há mais tanto interesse em agradar e surpreender o outro ou ainda compartilhar momentos juntos:

– A rotina faz parte da relação amorosa, e ela é boa. O que não é bom é a preguiça com a relação – comenta.

Segundo a especialista, isso nem sempre parece um problema à primeira vista, mas pode começar a se tornar um desconforto para o casal depois de um tempo:

– Quando você monta sua empresa, você trabalha pra manter o sucesso dela. Com o relacionamento também é preciso um dedicação. As coisas não são automáticas.

Falta de desejo

Esse, talvez, seja um dos pontos principais, segundo Rosangela.

– A sexualidade é o que diferencia a relação fraterna de uma relação amorosa. Mas não é só o ato em si. É o toque! É querer estar junto, é pegar na mão, é o namoro no sofá, é o jantar romântico – detalha.

Se o casal tem filhos, por exemplo, esses momentos a sós podem se tornar ainda mais raros. O fundamental, segundo ela, é que haja vontade de estar com o outro, o que já indica que não existe apenas um sentimento de amizade:

– Demonstrar esse desejo faz toda a diferença.

Perder a intimidade enquanto casal

Para a especialista, existe uma linha tênue entre a intimidade saudável e a que pode ser prejudicial ao relacionamento do casal:

 – É aquele momento em que o casal começa a compartilhar o banheiro. A mulher está espremendo espinha, tirando pelinho do rosto, na frente do parceiro. Isso até é engraçado, mas parece mais uma relação que você tem com o melhor amigo, não é?

Virou amizade, e agora?

Se a dúvida surgir, é importante, primeiro, fazer uma autoavaliação: olhar para seus próprios sentimentos, desejos e planos. A partir de então, você deve abrir o jogo e ouvir o que o outro pensa a respeito, sem conflitos:

– O diálogo é o centro de tudo. Se alguém está lendo essa matéria e se identificou, talvez seja hora de olhar com carinho para seu relacionamento e conversar francamente com o parceiro – aconselha Rosangela.

 Se ainda existir a vontade de ambos de estarem juntos, é possível estabelecer novos acordos:

– Não existe um método mágico para manter uma relação apaixonada, e sim duas pessoas dispostas a tentar fazer uma relação dar certo. Sempre existe a possibilidade de o casal tentar novamente.

GZH