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Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Força Aérea Brasileira (FAB) trabalham para apurar as causas do acidente aéreo que vitimou a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas na tarde desta sexta-feira (5) em Piedade de Caratinga, no interior de Minas Gerais.

Um inquérito foi aberto pela PCMG para apurar o caso, e agentes estiveram durante o sábado no local do acidente junto com uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB. As investigações ainda estão em andamento.

Sobre possível falha mecânica, a empresa PEC Taxi Aéreo, responsável pela aeronave, divulgou nota informando que o avião envolvido estava regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e atendia as exigências para operar. Posteriormente, a Anac confirmou que a aeronave estava em situação regular e tinha autorização para fazer táxi aéreo. A empresa também afirmou que a tripulação estava devidamente habilitada pela agência reguladora e que tinha ampla experiência na aviação.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que antes da queda o avião bimotor que transportava a cantora e as demais vítimas atingiu o cabo de uma torre de distribuição da empresa.

O Cenipa informou, na tarde deste sábado (6), que a aeronave não possuía o gravador de voo, comumente chamado de caixa-preta. O dispositivo, que grava informações de áudio do voo, não é obrigatório em aviões de pequeno porte.

De acordo com o órgão, na aeronave foi encontrado apenas um geolocalizador que pode ser utilizado para confrontar o plano de voo. O dispositivo é umas das evidências para se compreender as causas do acidente.

O Cenipa também informou que todas as evidências que podem ser usadas na investigação já foram retiradas da aeronave e que os peritos não vão mais entrar no avião. Agora, o órgão aguarda a remoção dos destroços, que deve ser feita pela PEC Táxi Aéreo, para dar início a outra etapa da perícia.

Causa das mortes
O motivo das mortes da cantora e de sua equipe ainda não foram confirmados. No entanto, em entrevista à RecordTV neste sábado, o médico-legista Pedro Coelho, responsável pela necropsia na cidade de Caratinga, disse que a causa mais provável é politraumatismo contuso. “Tratam-se de lesões contusas em diversos órgãos vitais. A gente ainda não consegue determinar qual veio primeiro, mas são diversas lesões possivelmente letais”, disse o legista.

O material biológico das vítimas foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, que fará as análises necessárias para esclarecer as causas dos óbitos. A data para liberação do laudo ainda não foi determinada.

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Gazeta do Povo