Saúde
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

A crise do novo coronavírus no Brasil aparenta estar se estabilizando, disse nesta sexta-feira (21) a Organização Mundial da Saúde (OMS), indicando uma luz no fim do túnel para o segundo país mais afetado pela Covid-19 no mundo.

O número de infecções detectadas por semana se estabilizou, a transmissão está desacelerando e as unidades de terapia intensiva estão menos pressionadas no país, afirmou o principal especialista em emergências da OMS, Mike Ryan, em entrevista coletiva em Genebra.

“No geral, a tendência no Brasil é de estabilização ou queda… e isso precisa continuar acontecendo”, disse Ryan.

“Há uma tendência clara de queda em muitas partes do Brasil. A questão é: isso é uma aquietação? Isso pode ser algo contínuo?”, acrescentou.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil já registrou mais de 3,5 milhões de casos do novo coronavírus e mais de 113 mil mortes relacionadas ao vírus. Ambos os números são os segundos maiores do mundo, abaixo somente dos Estados Unidos.

O presidente Jair Bolsonaro sofreu muitas críticas locais e internacionais pela condução da crise. Ele classificou a doença como uma “gripezinha”, apareceu em público com frequência sem máscara e, quando perguntado por um jornalista sobre o alto número de mortes, respondeu: “E daí?”.

Apesar da tendência recente, Ryan pediu cautela. Como o Brasil é um país muito grande, várias regiões ainda estão verificando um aumento no número de casos, enquanto a contagem de infecções segue em torno de 50 mil por dia e o número de mortes ainda supera 1 mil na maioria dos dias, disse ele.

Ryan afirmou que ainda há muito a ser feito no Brasil, mas disse que o controle da doença por países grandes, como Brasil, Índia e EUA, é um importante passo para que a pandemia seja reduzida globalmente.

“Qualquer sucesso do Brasil é um sucesso para o mundo”, disse Ryan.

CNN Brasil