Comportamento
Foto: William Ricardo/ND Mais. Montagem/RD Foco

rês dias após a perda de Mirla Amanda Renner Costa, de 20 anos, o pai da jovem, Marcos Antônio Costa, esteve na escola infantil Pró-Infância Aquarela, para recolher os pertences deixados pela filha. A jovem trabalhava como agente educativa na creche e foi uma das vítimas fatais do brutal ataque de um jovem de 18 anos.

O crime resultou na morte de cinco pessoas, entre elas três crianças, e chocou a pacata cidade de Saudades, no Oeste catarinense. “Tá muito triste, não é fácil juntar os cacos”, disse o pai após sair da escola com as coisas da filha.

Para a família, o desejo agora é por justiça. A jovem era filha única e deixou para trás sonhos e projetos. Mirla cursava o terceiro ano de Engenharia Química e, segundo o pai, queria alçar voos altos.

“Ela amava cuidar das crianças”

O trabalho na creche a realizava e a rotina da jovem se dividia entre os estudos e o trabalho. “Ela amava cuidar dessas crianças. Tudo que ela fazia era com amor. Era um anjo, nunca nos incomodou”, relatou o pai.

Da creche, Marcos levou o celular, uma bolsa e alguns pertences de Mirla. Com dificuldade falou sobre os dias sem a filha e da tristeza em entrar no quarto e ver as coisas da jovem como ela deixou.

“Esperamos que a justiça faça esse marginal pagar por cada vítima que ele fez. Ele tem que pagar aqui na terra por todo o mal que fez. Nossa família está arrasada, a mãe dela está desconsolada. Só queremos que ele pague o que fez”, acrescentou Marcos.

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