Justiça
Pedido será analisado no dia 20 de agosto. Foto: Arquivo/TP News

O pedido de anulação do julgamento do assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini será analisado às 14h do dia 20 de agosto pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Solicitado ainda no ano passado pela defesa de Leandro Boldrini, condenado a 33 anos e oito meses de prisão por envolvimento na morte do filho, o recurso contesta questões formais e, também, o que os advogados entendem como falta de provas no julgamento, ocorrido em março de 2019, em Três Passos. As informações são de GZH.

Na parte formal do julgamento, os advogados de Leandro contestam a permissão dada pela juíza Sucilene Engler para que os promotores continuassem a fazer perguntas ao réu mesmo após ele dizer que não responderia mais os questionamentos. O fato ocorreu quando o terceiro promotor começou os questionamentos, no terceiro dia do julgamento. O outro pedido é o de número de jurados sem intimação prévia da defesa.

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Já na parte de mérito, a contestação da defesa é de que não havia provas de que o médico mandou matar o filho. Leandro foi acusado pelo Ministério Público de ser o mentor intelectual do plano para matar Bernardo. Conforme a denúncia, ele planejou e financiou o crime. Parte dos jurados concordou com a acusação em 2019.

Caso o recurso dos advogados seja aceito, a sentença que condenou o médico deixaria de existir. Há a possibilidade, também, de anulação das penas dos demais condenados: a então madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.

Os condenados

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A quarta ré pelo crime, Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, foi condenada a 34 anos e sete meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver.

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Leandro, pai da criança, foi condenado a 33 anos e oito meses de prisão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

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Edelvânia, amiga de Graciele, foi condenada a 22 anos e 10 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

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Evandro, irmão de Edelvânia, pegou nove anos e seis meses em regime semiaberto por homicídio simples e ocultação de cadáver. Duas semanas depois, a Justiça concedeu liberdade condicional a ele.