Saúde
Foto: Reprodução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos, alguém em algum lugar do mundo, tira sua própria vida. Essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito. No Brasil, cerca de 12 mil pessoas tiram a própria vida por ano, estamos em segundo lugar no ranking mundial.

Por mais solitário que esse ato extremo possa parecer, segundo um estudo americano, para cada pessoa que se mata, o efeito pode chegar a impactar outras 135 pessoas. Índices apontam que em 90% dos casos havia uma doença mental relacionada, na grande maioria o diagnóstico associado era a depressão, seguido de transtorno bipolar e abuso de drogas.

Ressalto aqui a importância de não banalizarmos os transtornos psicológicos e emocionais, nós podemos sim salvar vidas. Demostre afeto, carinho, compreensão, escuta ativa, estenda a mão e ofereça ajuda. Ao menor sinal de sofrimento emocional não faça chacota ou demostre indiferença, ao contrário, auxilie a procura aos profissionais adequados, você pode ajudar uma vida.

Há muitas coisas que podemos fazer para ajudar quem tem esse tipo de pensamento, como: pergunte a eles como se sentem, diga o quanto são importantes e amados, tente tirá-los de casa e viver momentos felizes, incentive-os a buscar terapia, dê-lhes algumas responsabilidades, ajude-os a encontrar um lado espiritual, faça planos de vida juntos e não menos importante não minimize qualquer conversa sobre comportamentos auto-prejudicias (assim sentem que você está disposto a ajudar e levando eles a sério).

Juntos somos mais fortes.

Se você precisa de ajuda ou tem tido algum tipo de pensamento suicida procure auxílio profissional ou vá até o CAPS mais próximo.

Paloma Mattes – Agora no Vale