Denúncia
Foto: Reprodução

Um vídeo expôs a depredação perpetrada por caçadores furtivos brasileiros no rio Uruguai, na área de Saltos do Yucumã do Parque Estadual do Turvo, em frente ao Parque Provincial de Moconá, no lado argentino, embora o impacto ambiental desses crimes tenha sem fronteira. Camuflados sob falsos uniformes oficiais das Forças de Segurança, observa-se que os caçadores se gabavam de fugir dos controles da Gendarmaria, Prefeitura e Guarda-parques da área brasileira do Rio Uruguai, infringindo as leis ambientais. Por fim, foram identificadas 6 pessoas e dois barcos apreendidos em uma operação conjunta entre as forças de segurança dos dois países.

O evento foi gravado na terça-feira e o vídeo rapidamente se tornou viral nos grupos do WhatsApp. As autoridades ambientais brasileiras confirmaram o fato, tomaram conhecimento da situação, e em conjunto entre a Polícia Ambiental e os Guardas-Parques realizaram ontem uma operação que resultou na identificação de seis pessoas que faziam a exploração ilegal do recurso e dois barcos foram sequestrados.

“A equipa de fiscalização do Parque Estadual do Turvo, através dos seus guarda-parques, agiu imediatamente após ter conhecimento do acto criminoso, conseguindo identificar as pessoas, numa operação que contou com o auxílio de outras forças de segurança e instituições de protecção do ambiente para a identificação de pessoas” , confirmou uma fonte em contato com ArgentinaForestal.com.

Camuflados sob falsos uniformes oficiais, caçadores brasileiros perseguiam o rio Uruguai em uma área próxima às Cataratas do Moconá

“Foi possível identificar o barco e prender um dos ocupantes suspeitos, enquanto continuam a busca por outras duas pessoas identificadas”, disse.

Desse modo, iniciaram os rigorosos procedimentos de responsabilização das pessoas e das sanções administrativas e criminais decorrentes da investigação.

Do lado brasileiro, também lamentaram a circulação pública do vídeo, pois “afeta a investigação de outros crimes, porque essas pessoas que operam ilegalmente se cobrem, têm apoio das duas margens do rio Uruguai, e por expor publicamente o caso dificulta o acompanhamento, encobrem as provas contra essas pessoas ”.

A realidade é que abundam caçadores ilegais na costa do rio Uruguai em ambas as margens, e os controles precisam ser reforçados para proteger a área da presença de crimes ambientais cometidos na área de fronteira e do conseqüente impacto gerado pelo ecossistema natural do área e o consequente desequilíbrio ambiental.

Camuflados sob falsos uniformes oficiais, caçadores brasileiros perseguiam o rio Uruguai em uma área próxima às Cataratas do Moconá

O rio teve uma vertente acentuada durante vários meses, e quando chove com a intensidade das últimas semanas e o caudal aumenta, o rio fica turvo e os peixes sobem à superfície. É por isso que a pesca com rede é predatória nessas circunstâncias, explicaram os guardas florestais locais.

“A operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança da zona de fronteira dos dois países, incluindo a área de Ecologia do Parque Provincial de Moconá, que apoiaram a prisão de pessoas envolvidas em crimes ambientais”, afirmam fontes do Parque Estadual de do Turvo.

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