Economia
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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) que vai reduzir, a partir deste sábado (9), o preço do gás de botijão vendido às distribuidoras. Segundo a petroleira, o preço médio de venda de GLP passará de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg – equivalente a R$ 54,94 por 13kg. Com isso, o preço terá uma redução média de R$ 3,27 por 13 kg, ou de 5,58%.

“Acompanhando a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para o GLP, e coerente com a sua Política de Preços, a Petrobras reduzirá seus preços de venda às distribuidoras”, informou a empresa em nota.

O último reajuste no preço do gás tinha sido feito no dia 11 de março. Na ocasião, o preço médio de venda do GLP as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, passando de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.

O botijão de 13 kg custa em média atualmente no país R$ 113,63, segundo segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) feita entre 27 de março e 2 de abril.

Dados do IBGE mostram que, nos 12 meses até março, o preço do gás de cozinha para o consumidor final acumulou alta de 29,56%.

Gastos dos mais pobres com gás de cozinha aumentaram 25% em 2021

A despesa com gás de cozinha consumiram boa parte dos orçamentos das famílias brasileiras em 2021. Ele representou 17% do que os brasileiros gastaram com serviços públicos no ano passado, como gás encanado e de botijão, energia elétrica, água, esgoto, telefone fixo e taxas, segundo dados de março da Kantar.

A despesa com gás subiu 2 pontos percentuais em relação a 2020, mostrando que a alta nos preços fez o brasileiro gastar mais com esse serviço.

O aumento do peso no orçamento foi ainda maior para as famílias das classes D e E. Se em 2020 elas destinavam 18% dos gastos com serviços para o gás, a despesa saltou para 22% em 2021. E o gasto médio anual dessas famílias com o insumo cresceu 25% na comparação com 2020.

A classe C destina 17% para esta despesa. E as classes A e B, 13%. Para elas, o aumento foi menor. O gás representava 15% dos gastos da classe C em 2020. E 12% para os mais ricos.

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a alta acumulada do gás de cozinha desde a adoção do Preço de Paridade de Importação (PPI), em outubro de 2016, foi muito maior do que o aumento de gasolina e óleo diesel. “A gasolina e o óleo na refinaria tiveram reajuste de 157%, ante uma inflação de 31,5% no período. No gás de cozinha, a alta acumulada foi ainda maior, de 349,3%”, afirmou a FUP.

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