Uma carga de queijo caseiro foi apreendida e destruída durante uma operação conjunta realizada no município de Planalto, no sudoeste do Paraná. A ação, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Vigilância Sanitária do município, reacendeu o debate sobre os desafios enfrentados pelos pequenos produtores artesanais no Brasil.
Segundo os órgãos responsáveis, os queijos eram transportados sem selo de inspeção oficial, sem comprovação de fiscalização sanitária e em desacordo com as normas de acondicionamento. Diante das irregularidades apontadas, toda a carga foi apreendida e inutilizada, impedindo que os produtos fossem comercializados.
A fiscalização tem como objetivo garantir a segurança alimentar e evitar a circulação de alimentos de origem animal sem controle sanitário. A Vigilância Sanitária orienta que consumidores adquiram produtos apenas de estabelecimentos regularizados e com os selos oficiais de inspeção, como SIM, SIP ou SIF.
Por outro lado, o caso também gerou manifestações de apoio aos pequenos produtores rurais. Muitos defendem que, em vez de apenas intensificar as apreensões, o poder público deveria ampliar programas de orientação, assistência técnica e facilitar a regularização da produção artesanal, permitindo que agricultores familiares possam comercializar seus produtos dentro da legalidade.
Para muitos produtores, o queijo artesanal representa uma importante fonte de renda e faz parte da tradição de diversas regiões do país. Eles argumentam que o processo de regularização ainda é burocrático e, em alguns casos, financeiramente difícil para pequenas propriedades.
A Administração Municipal informou que operações como essa continuarão sendo realizadas para combater a venda de produtos considerados irregulares e proteger a saúde pública.
Você acredita que o governo deveria facilitar a regularização dos produtores de queijo artesanal sem abrir mão da segurança alimentar?
Folha Agrícola
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