Polícia
Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de Tupanciretã aguarda laudos do Instituto-Geral de Perícias para dar andamento e concluir o inquérito sobre a morte da dentista Bárbara Machado Padilha, 32 anos. A principal dúvida é qual foi a causa da morte.

O corpo dela foi encontrado em Santa Maria, na tarde de quarta-feira (14), por cães farejadores, em um local 300 metros mata adentro às margens da BR-158, cerca de um quilômetro distante do posto de combustíveis que fica no Trevo do Castelinho. Foi lá que foram registradas as últimas imagens da dentista na noite de sábado (10), poucas horas depois de ela ter saído de casa em um táxi executivo e ido até o local. O enterro ocorreu na manhã desta quinta-feira (15), em uma propriedade rural da família.

Segundo o delegado Adriano de Rossi, responsável pelas investigações, todos os indicativos levam para suicídio. O laudo de necropsia, que apontará a causa da morte e também quando ela ocorreu, deve sair nos próximos dias. Já os exames toxicológicos, que vão apontar se houve ingestão de alguma droga, remédio ou veneno, demoram um pouco mais.

— Provavelmente, a necropsia vai apontar o que já esperamos, que foi a ingestão, talvez, de uma alta quantidade de medicamento. Não descartamos também a possibilidade de algum veneno. Mas o mais importante é o toxicológico, que vai apontar qual substância que foi ingerida, já que não encontramos a sua bolsa e nem qualquer outro vestígio que possa apontar o que ela ingeriu para causar a própria morte — explica o delegado.

Além disso, também serão analisados dados de pesquisas feitas pela dentista na internet. O objetivo é descobrir se ela procurou por informações que auxiliassem em um planejamento para tirar a própria vida.

Informações colhidas em depoimentos revelam que, no dia 24 de setembro, Bárbara fez um primeiro contato com um motorista para saber o preço de uma corrida de Tupanciretã até o Castelinho.

Uma amiga que teve depressão chegou a relatar que a dentista entrou em contato com ela para saber se, na época, ela chegou a pensar em tirar a própria vida. Porém, Bárbara teria ironizado a situação e, por isso, a amiga não deu importância. Familiares também relataram que a dentista apresentou sinais de desânimo há mais ou menos um mês, deixando de fazer atividades que gostava, como pilates, de ir a salão de beleza, como era seu costume, e de atender algumas consultas em seu consultório.

GZH