Polícia
Foto: Arquivo Pessoal

Ao completar um mês do desaparecimento de Paula Chaine Perin Portes, a Polícia Civil está concluindo o inquérito, já trabalhando no relatório final, que deve ser entregue na próxima semana ao judiciário. Conforme informações da delegada regional Fabiane Bittencourt, quatro indivíduos serão indiciados pelo crime de homicídio qualificado, seguido de ocultação de cadáver.

A titular da 24ª Delegacia de Polícia Regional enfatiza que a liberação destes três suspeitos torna cada vez mais difícil a localização do corpo da jovem. “Mas de qualquer forma é importante que se esclareça para população que a Polícia Civil resolveu o crime, apontando quatro pessoas como autores, onde um deles está foragido, mas com prisão decretada”, assinala.

A delegada salienta que foram conseguidas provas contundentes para integrar o inquérito. “Temos as filmagens de uma parte do crime, da participação destes indivíduos. Paula foi atraída para o local onde, em tese, teria sido morta por um desses indiciados. Não se tem certeza se foi neste local onde ela esteve ou se foi levada desacordada para outro lugar”, comenta.

Com relação a motivação para o fato, Fabiane acredita que a jovem soubesse de algo grave em relação a um dos envolvidos, que tem vasta ficha criminal, especialmente por tráfico de drogas. “Conforme apurado, dois dos quatro indiciados tiveram uma participação maior no crime, especialmente este que está foragido”, esclarece.

A delegada comenta que nas últimas diligências realizadas, se conseguiu uma prova importante para conclusão do inquérito. “O Delegado Márcio Marodin representou pela prisão temporária deste indivíduo que ainda não tinha sido preso e que teve participação no crime, mas foi negado pelo judiciário”, informa.

Fabiane pontua que no momento em que estiveram presos temporariamente, nenhum dos indiciados revelou algo sobre o crime. “A investigação se usou de outros meios para conseguir elucidar o fato, reunindo vasto rol de provas hábeis para uma condenação, inclusive, sem ter a localização do corpo”, garante.

Ela espera que o poder judiciário reveja a decisão de libertação dos acusados. “Não podemos permitir que um crime como este, esclarecido da forma como foi, com provas cabais da sua ocorrência, permaneçam impunes. Não temos dúvidas do que aconteceu”, acrescenta.

Fabiane finaliza dizendo que tudo o que poderia ser feito foi realizado. “É uma lástima não ter o corpo de Paula para entregar a família, porém não quer dizer que ficará impune, pois revelamos quem fez isso com ela, não deixando que seus familiares e a comunidade pereçam na dúvida”, conclui a delegada regional.

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