Polícia
Foto: Reprodução RBS TV / Divulgação

Em diligência realizada em Porto Lucena, noroeste do RS, nesta terça-feira (10), a Polícia Civil avançou na coleta de depoimentos sobre a morte de Celso Siebert, de 56 anos. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Vittorio Barbato, as oitivas realizadas com familiares da vítima reforçam a tese de abuso de autoridade.

Conforme o delegado, a família afirma que houve uma briga anterior entre o suspeito, o policial militar Richard da Veiga, e a vítima por questões de trânsito: 

— Os familiares adiantaram que houve no mínimo três disparos e que ele (Richard) aparentava estar alterado, possivelmente alcoolizado. 

Os depoimentos ainda apontaram que Celso não estava armado, embora existam indícios de que possa ter resistido à abordagem policial. 

Barbato aponta que os dois policiais militares que estavam de serviço foram convocados, mas apresentaram laudos médicos, se ausentando da fase investigativa.  

O mesmo aconteceu com o suspeito dos disparos. Richard tinha um compromisso com o testemunho em um processo judicial e audiência de custódia às 18h, mesmo horário dos depoimentos.  

O delegado reiterou que pretende ouvir esses policiais e o próprio investigado nos próximos dias para concluir o inquérito. 

O Ministério Público de Porto Xavier solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, pedido que foi acatado pela Justiça Estadual. No momento, o policial permanece detido e à disposição do Judiciário, enquanto a Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer a conduta dos envolvidos e a dinâmica exata do crime. 

Relembre o caso 

O caso aconteceu em uma casa na zona rural do município de Porto Lucena na madrugada de domingo (8). O brigadiano foi preso em flagrante por suspeita de matar Celso a tiros.

Conforme informações obtidas previamente pelo delegado João Vittorio Barbato, o policial militar estava de plantão no último final de semana e havia saído do posto de trabalho para jantar.  

Dois outros policiais, um homem e uma mulher, que também cumpriam serviço na noite de sábado (7) relataram, em depoimento à Polícia Civil de Santa Rosa, que estranharam a demora dele em retornar ao posto de trabalho. 

Brigada Militar informou que Veiga ligou aos colegas para solicitar apoio. Um dos policiais que estava de plantão foi até o endereço com seu veículo particular e encontrou a viatura próxima de uma residência na zona rural do município. A cerca de cem metros, ao chão, estava o colega caído desacordado.  

Leia a nota da Brigada Militar na íntegra

“A Brigada Militar informa que, na madrugada deste domingo (08/02), no município de Porto Lucena, ocorreu um fato com morte envolvendo um policial militar de serviço do 4º Batalhão de Polícia Militar.

Houve uma interação entre um policial militar e um homem nas imediações de uma residência, que resultou no óbito do indivíduo no interior do imóvel.

De imediato, foram adotadas todas as providências de polícia judiciária militar, incluindo:

  • Comunicação formal do fato à Corregedoria-Geral da Brigada Militar;
  • Atuação do Plantão de Polícia Judiciária Militar, com instauração dos procedimentos cabíveis;
  • Preservação do local e coleta inicial de informações;
  • Identificação e oitiva de testemunhas;
  • Acompanhamento pelos Oficiais de serviço;

Não se sabe ainda sobre as circunstâncias e dinâmicas dos fatos e eventuais responsabilidades estão sendo rigorosamente apuradas, observando-se o devido processo legal, a transparência institucional e o respeito às garantias legais de todos os envolvidos.

Outras informações poderão ser divulgadas oportunamente, à medida que as apurações avancem.

Santa Rosa, RS, 09 de fevereiro de 2026.

RAFAEL LUFT – Cel PM
Comandante Regional CRPM/FN”.

Gaúcha ZH

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