Polícia
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Foto: PCDF/Divulgação

A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) prendeu na quarta-feira, 26, o segundo dono do MaxBuscas, que é considerada uma das principais páginas de venda de dados pessoais da internet.

O que aconteceu

Um homem de 22 anos, conhecido pelo codinome “Code”, foi preso temporariamente ontem na cidade de Três Passos (a 450 km de Porto Alegre), no Rio Grande do Sul. Com ele, foram apreendidos celulares, computadores, grande quantia em dinheiro (o valor não foi especificado), além de ter contas bancárias bloqueadas e veículo apreendido.

“Code” era o desenvolvedor do site MaxBuscas, uma das maiores plataformas de dados vazados que tinha no país. De acordo com a polícia, ele era responsável por sistemas ilegais “que automatizavam o processo de invasão e extração de dados de sistemas governamentais protegidos”, operando “nas sombras da internet, dificultando o rastreamento pelas autoridades”.

“Autodidata e extremamente inteligente” foram os termos usados para definir “Code”. O responsável pela operação, o delegado Eduardo Dal Fabro, da DRRC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos) da PCDF, disse que o rapaz era muito discreto a ponto de “ninguém desconfiar” do que ele fazia.

Homem pode enfrentar até 24 anos de reclusão, além de multa. Ele vai responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e invasão de dispositivo informático.

A operação DarkCode é a segunda fase da investigação que busca desarticular a organização responsável pelo MaxBuscas. Na primeira fase, chamada de Darkspot, três pessoas foram detidas, um homem no Rio de Janeiro, e um casal do Rio Grande do Sul que estava em Santa Catarina, num condomínio com praia privativaA página, que permitia acesso a dados ilegais, foi tirada do ar no fim de fevereiro.

Investigações da polícia dão conta que o MaxBuscas tinha dois donos: o homem preso em fevereiro com sua companheira em Santa Catarina e “Code”. Tanto a primeira fase da operação como a de ontem contaram com o apoio da PCRS (Polícia Civil do Rio Grande do Sul).

Páginas como essa facilitam a vida de criminosos e tornam os golpes muito mais eficientes. Geralmente, os bandidos assinam esse tipo de serviço para escolher vítimas ou obter informações sobre elas. No golpe da falsa central telefônica, por exemplo, a pessoa sabe dados detalhados da vítima, como conta bancária, data de nascimento, CPF, nomes de parentes, etc.

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