Polícia
Foto: PC/Divulgação

Os resultados dos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) sobre os conteúdos armazenados por um pedófilo do Vale do Paranhana levaram as autoridades a identificar mais um crime cometido pelo abusador de 36 anos. O homem está preso desde o dia 21 de janeiro, quando uma menina de 9 anos recorreu aos pais e disse que estava sendo ameaçada para compartilhar fotos íntimas nas redes sociais. 

Na sequência, o caso foi parar nas mãos da Polícia Civil, que realizou mandados de busca e apreensão na casa do suspeito, em Taquara, no começo deste ano. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, nesta terça (1º), dois meses e meio após o flagrante, foi cumprido mais uma prisão preventiva contra o suspeito.

Entre o vasto material de pornografia infantil encontrado nos equipamentos eletrônicos do morador do Vale do Paranhana, com cerca de 750 pastas catalogadas pelo pedófilo, está a gravação de um estupro. Antes de consumar o crime, o homem exigiu, durante anos, imagens íntimas da menina. Depois, mediante ameaças, forçou um encontro presencial e abusou sexualmente da vítima, na época com 13 anos. 

Segundo o delegado de Taquara, o inquérito que resultou na prisão em flagrante no começo deste ano já foi remetido ao Judiciário, mas, em posse dos laudos periciais, a Polícia Civil está identificando diversas outras vítimas e, para cada uma delas, está sendo instaurado um novo inquérito policial. “A gente tem uma previsão de mais dezenas de prisões preventivas decretadas por crimes cometidos contra vítimas diferentes”, expõe Valeriano.

Como homem agia nas redes sociais

O suspeito usava perfis falsos, geralmente de meninas, para se aproximar das vítimas, crianças de 8 a 13 anos. Conforme a Polícia, o homem estabelecia vínculo de amizade virtual para obter material ilícito (nudez e pornografia infantil).

Após obter uma primeira fotografia, passava a exigir mais, sendo que, no momento da negativa, passava a ameaçar as vítimas. “Sempre dirigindo e orientando a execução das cenas”, explica o delegado.

Em sua maioria, as vítimas residem no Vale do Paranhana, o que reforça o alerta da Polícia Civil para que pais e responsáveis orientem e supervisionem o comportamento dos jovens em ambiente virtual. 

Denúncias podem ser feitas sob sigilo pelo telefone da Polícia Civil de Taquara, pelo contato: (51) 98443-3481. As identidades das vítimas são preservadas. 

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