Foto: Reprodução
Deise Moura dos Anjos foi a responsável por ter envenenado um bolo, que matou três pessoas no dia 23 de dezembro de 2024, e é a autora da morte do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu quatro meses antes, no Rio Grande do Sul. Essa foi a conclusão do inquérito da Polícia Civil, revelado nesta sexta-feira (21). As informações são da GZH.
Deise era a única suspeita de ter praticado os crimes e foi encontrada morta em uma cela de uma unidade prisional do Rio Grande do Sul no dia 13 de fevereiro. Segundo o delegado Heraldo Guerreiro, subchefe da Polícia Civil, ela poderia ser sentenciada a uma pena de mais de cem anos de prisão, caso estivesse viva, fosse julgada e condenada.
— Não há dúvida da Polícia Civil sobre a autoria. Mesmo que a Deise tenha deixado escrito que não era uma assassina, não paira nenhuma dúvida a nós policiais — disse Guerreiro, segundo a GZH.
Para ele, o crime foi de “gravidade extrema”, principalmente pelas pessoas que ficaram vivas, como Zeli dos Anjos, apontada como principal alvo do bolo envenenado.
Deise seria indiciada pelos crimes de triplo homicídio triplamente qualificado e três tentativas de homicídio triplamente qualificadas, mas como morreu, houve a extinção da punibilidade.
Segundo a diretora do Instituto-Geral de Perícias, Marguet Mittmann, mais de 30 pessoas estiveram envolvidas nas perícias realizadas e, para produzir os 35 laudos finais, mais de cinco departamentos agiram em conjunto.
As mortes, de acordo com ela, aconteceram por envenenamento e não poderiam ter acontecido intencionalmente pelas circunstâncias dos fatos. No corpo do sogro de Deise, por exemplo, foi encontrada a segunda maior concentração de arsênio, substância utilizada nas mortes, entre as vítimas.
Tanto a diretora do IGP, quanto o delegado Cleber Lima, diretor do Departamento de Polícia do Interior, deixaram claro que não há dúvidas da autoria de Deise nas mortes. O delegado reiterou que as provas testemunhais e as provas técnicas são robustas, e que o crime foi elucidado.
Porém, o delegado Lima disse que Deise poderia ter sido presa no dia 27 de janeiro três dias depois das mortes, quando ela já era suspeita e seu celular foi apreendido, mas que a polícia decidiu aguardar para que o caso não se tornasse um crime por desavenças familiares.
A delegada regional do Litoral Norte, Sabrina Deffente, explicou que as informações sobre o caso se adicionavam a cada dia. A investigação concluiu, com a análise do celular da autora, que Deise pesquisava sobre o veneno na internet e queria obter informações sobre em que local do corpo o arsênio poderia ser colocado para causar as mortes.
Deffente disse que a conclusão que a polícia chegou é que Deise tinha “uma grave perturbação mental”. Em determinado momento da investigação, a Polícia Civil achou que a motivação do crime poderia ser financeira, mas foi descartada depois do arsênio também ter sido encontrado na urina do marido e do filho de nove anos da mulher.
Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neuza Denize da Silva dos Anjos, 65, morreram após ingerirem um bolo durante uma reunião familiar no dia 23 de dezembro. O sogro de Deise, Paulo Luiz dos Anjos, morreu em setembro de 2024 e, com a exumação do corpo, foi encontrado arsênio.
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