O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se enfrentam, neste domingo (18), no primeiro debate entre os dois, em um dia marcado por mobilizações de ambos os lados no país e a uma semana de um segundo turno que deve ser acirrado.
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, venceu o primeiro turno, em 4 de outubro, com 47% dos votos, contra 45% de Lula, contrariando as pesquisas, que indicavam vantagem do presidente.
O debate, marcado para a noite deste domingo, 18, é aguardado como um momento-chave da campanha, já que Lula recusou-se a enfrentar o rival antes do primeiro turno.
Antes de ficarem frente a frente no estúdio da TV Band, em São Paulo, Flávio Bolsonaro fará um comício na Avenida Paulista, na mesma cidade.
No Rio de Janeiro, o cantor Caetano Veloso convocou um “ato pela democracia”, ao lado de dezenas de artistas, na Praia de Copacabana.
A convocação soma-se a uma onda de manifestações nas grandes cidades brasileiras, protagonizadas por uma esquerda que, antes do primeiro turno, parecia apática.
Com o protagonismo de estudantes e movimentos sociais, esses atos expressam, sobretudo, a rejeição a um novo governo de extrema direita, com palavras de ordem como “Bolsonaro nunca mais”.
Pesquisas dos institutos Datafolha e Quaest, publicadas nesta semana, apontam 51% das intenções de voto para o senador, contra 49% para o presidente. Uma semana antes, o Datafolha indicava uma vantagem maior de Flávio (52% a 48%).
Aliados de Lula vivem um clima de “esperança contida”, embora saibam que se trata de uma batalha muito difícil, segundo uma fonte do governo ouvida na sexta-feira.
Denúncia contra a meta
Lula, com quase 81 anos e em busca de um quarto mandato, admitiu que sua campanha no primeiro turno foi a mais “desorganizada” de que participou, e mudou de rumo.
O presidente reforçou a estratégia nas redes sociais com a ajuda de jovens influenciadores eleitos deputados e acusou a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, de “interferência” nas eleições por restringir seus conteúdos nas duas plataformas.
No sábado, a coordenação petista informou ter pedido às autoridades que investiguem se a campanha de Flávio Bolsonaro recebeu benefícios econômicos da Meta. A acusação também foi encaminhada ao relator especial da ONU sobre a liberdade de expressão.
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A empresa americana negou ter tomado partido no pleito e, embora tenha admitido falhas — como a desativação, por erro, de anúncios da campanha de Lula —, alegou que se tratou de “incidentes” técnicos.
Correio do Povo






