A Polícia Civil investiga mais uma tentativa de feminicídio no RS. Dessa vez, o caso ocorreu em Roque Gonzales, município de 7,2 mil habitantes no noroeste gaúcho.
Segundo o boletim de ocorrência, uma mulher de 50 anos foi encontrada caída em uma rua no bairro Santo Antônio, nesta quarta-feira (4), com ferimentos causados por três tiros de arma de fogo, sendo um na cabeça. Embaixo dela havia uma faca.
O principal suspeito pelo crime é o companheiro da vítima, de 52 anos. Ele foi preso em flagrante e nega a autoria.
Ao ser interrogado pela Polícia Civil de São Luiz Gonzaga, o suspeito relatou que um terceiro homem chegou no local de carro e atirou contra a mulher, que estava com uma faca em punho.
O filho da mulher e enteado do suspeito, de 33 anos, disse à polícia que não estava presente no momento do crime, mas que ouviu vozes que pediam para “largar a faca”, seguidas pelos disparos.
Segundo a investigação, o casal reatou o relacionamento em novembro de 2025, após ficar um ano separado. Eles estavam juntos desde 2014. No momento do crime, a vítima não tinha medida protetiva contra o suspeito.
A Polícia Civil informou que investiga todas as versões do caso. No momento, o crime é tratado como tentativa de feminicídio. A mulher está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Vida e Saúde, em Santa Rosa.
Feminicídios em 2026
Desde 1º de janeiro, o Rio Grande do Sul registrou 11 feminicídios. O último foi no município de Novo Barreiro, no norte gaúcho, em 29 de janeiro. Relembre os casos:
- 4 de janeiro: Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31 anos, foi morta a facadas pelo namorado em Guaíba, na Região Metropolitana
- 18 de janeiro: Josiane Natel Alves, 32 anos, foi morta a facadas na própria casa. O ex-companheiro foi preso em flagrante.
- 19 de janeiro: Paula Gabriel Torres Pereira, 39 anos, foi morta numa parada de ônibus em Porto Alegre
- 20 de janeiro: Uliana Teresinha Fagundes, 59 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Muitos Capões, na Serra. Ela havia assinado o divórcio pela manhã
- 20 de janeiro: a adolescente Mirella dos Santos da Silva, 15 anos, foi morta em Sapucaia do Sul. O ex-namorado de 25 anos foi preso
- 20 de janeiro: Marinês Teresinha Schneider, 54 anos, foi morta a tiros na própria casa em Santa Rosa, no noroeste do RS. O ex-companheiro de 57 anos está preso.
- 23 de janeiro: Letícia Foster Rodrigues, 37, foi encontrada morta em uma área de mata. Companheiro foi preso preventivamente.
- 24 de janeiro: Karizele Oliveira Senna, 30 anos, foi morta a facadas em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana. O principal suspeito é o companheiro da vítima.
- 25 de janeiro: Leila Raquel Camargo Feltrin, 24 anos foi morta a facadas em Tramandaí, no Litoral Norte. O companheiro da vítima foi preso em flagrante.
- 26 de janeiro: Paula Gomes Gonhi, 44 anos, foi morta a facadas em Santa Cruz do Sul, no Vale do Ri Pardo. O companheiro dela está preso.
- 29 de janeiro: Marlei de Fátima Froelick, 53 anos foi morta a facadas em Novo Barreiro, no norte do. O ex-companheiro dela é o principal suspeito.
Como pedir ajuda
Brigada Militar – 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556
- Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
- Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações clique neste link.
Gaúcha ZH
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