Ela foi induzida ao sono por um medicamento dissolvido na própria bebida, sem saber. O que veio depois a levou a uma cirurgia de emergência que retirou seu útero e a obrigou a passar a viver com uma bolsa de colostomia. O suspeito de tamanha brutalidade não é um estranho: é o próprio companheiro dela, um homem de 27 anos agora preso temporariamente pela Polícia Civil em Jupiá, no Oeste catarinense.
A vítima, de 35 anos, é companheira do acusado, e o caso é investigado no contexto de violência doméstica e familiar. O crime, classificado como hediondo, teria ocorrido no dia 22 de junho e é apurado como estupro de vulnerável com lesão corporal gravíssima, uma combinação que reúne duas das figuras mais graves do Código Penal.
A investigação ficou a cargo da Delegacia de Polícia de Fronteira de Jupiá. Segundo a Polícia Civil, os agentes reuniram em poucos dias os elementos necessários para sustentar a acusação e representaram com urgência pela prisão temporária do suspeito, diante da gravidade do que a vítima relatou e das lesões que ela apresentava.
Lesões gravíssimas
E essas lesões eram de extrema gravidade. Conforme a investigação, a mulher precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência que incluiu a retirada do útero e a colocação de uma bolsa de colostomia, procedimento adotado quando há comprometimento severo do sistema digestivo. São sequelas permanentes, que vão acompanhá-la pelo resto da vida.Leia também
O detalhe que enquadrou o caso como estupro de vulnerável está no relato da própria vítima. De acordo com o delegado Wilherm Negrão, a mulher contou ter sido “induzida à sonolência pela ingestão involuntária de medicamento ministrado pelo companheiro na bebida”. Ou seja, ela teria sido dopada sem consentimento, ficando incapaz de resistir, condição que agrava juridicamente o crime.
Preso e à disposição da Justiça
A ordem judicial de prisão foi cumprida no sábado (4), mas só foi informada pela polícia nesta quinta-feira (9). Após a captura, o acusado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O inquérito tramita em segredo de justiça e segue em fase final de investigação. A Polícia Civil informou que realiza as últimas apurações antes de concluir o procedimento, que na sequência será encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público.
Jornal Razão
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