A Justiça gaúcha decretou a prisão preventiva de uma mulher de 19 anos, investigada por atear fogo à própria filha, de 12, no município de Rio Grande (Litoral Sul). Conforme denúncia formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o ataque foi cometido no início da noite de quarta-feira (23) e a vítima permanece em estado grave.
Durante audiência de custódia, o promotor Marcelo Nahuys Thormann pediu a homologação da prisão em flagrante e a conversão da medida em preventiva, destacando a gravidade da conduta, a vulnerabilidade da adolescente e o risco à sua integridade física e psicológica caso a mãe fosse libertada. Os argumentos convenceram o juiz.
A garota estava com o corpo em chamas da cintura para cima quando foi encontrada no banheiro de casa (no bairro Profilurb) pelo tio, que usou sua jaqueta para abafar o fogo. Ela sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em diferentes partes do corpo, incluindo lesões em vias aéreas.
Atendida em uma unidade de pronto atendimento, a vítima precisou de transferência para a Santa Casa local devido ao agravamento do quadro. Desde então, permanece intubada em unidade de terapia intensiva (UTI).
Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça também atendeu pedido do MPRS e determinou o encaminhamento de ofício ao Conselho Tutelar para avaliação da situação dos outros filhos da investigada e da eventual necessidade de medidas de proteção.
A Polícia Civil trata o caso, preliminarmente, como tentativa de homicídio. Já a Promotoria de Justiça Criminal de Rio Grande aguarda a conclusão do inquérito para dar início ao processo penal.
Conforme relato dos irmãos (todos mais novos e que testemunharam o incidente) e da própria garota ao receber atendimento na UPA, por volta das 18h a mulher jogou álcool sobre o corpo da filha e ateou fogo. O motivo teria sido a irritação com o fato de a menina ter gasto parte do troco resultante de compras que havia feito em um mercado, a pedido da mãe.
O crime permanece sob apuração. Em busca de mais elementos capazes de ampliar o entendimento da dinâmica que envolveu o fato, os investigadores têm analisado depoimentos, imagens de câmeras e possíveis registros de incidentes anteriores, dentre outros itens. As informações são do site mprs.mp.br.
O Sul
Receba as principais notícias no seu WhatsApp:
https://chat.whatsapp.com/D0RDjvChlCFGU5mWZ176cg






