O prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli (MDB), servidores e empresários ligados à prefeitura do município foram alvos de uma operação do Ministério Público na manhã desta quinta-feira (28). A ofensiva investiga suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos.
A operação “Pedra Lascada” cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura e na Secretaria Municipal de Obras. Também foram fiscalizadas residências de investigados e empresas em Cerro Grande e Taquaruçu do Sul. Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos.
Os investigados são suspeitos de participação em negociações e contratos considerados irregulares. O MP apura possíveis crimes de delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e desvio de dinheiro público.
Além das buscas, empresários investigados foram alvo de medidas cautelares que proíbem a realização de atividades econômicas e financeiras com o poder público. Também houve a suspensão de contratos em andamento com o município de Liberato Salzano.
Em nota (leia abaixo na íntegra), o prefeito afirmou que coloca “à disposição de que meus bens, contas bancárias e demais ativos patrimoniais sejam investigados para comprovar que nunca houve enriquecimento ilícito ou corrupção pela minha parte”.
O MP não deu detalhes sobre como aconteciam as irregularidades ou sobre qual seria o montante dos possíveis valores desviados.
Nota do prefeito
“Eu, Gilson de Carli, Prefeito Municipal de Liberato Salzano, venho esclarecer em relação ao cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão de documentos, originário de denúncia, na sede da Prefeitura Municipal e demais locais, alvos da operação “Pedra Lascada”, realizada na manhã do dia 28 de maio de 2026 em Liberato Salzano, Cerro Grande e Taquaruçu do Sul.
Neste momento, venho informar que o Município e os seus agentes públicos estão em fiel cumprimento e colaboração com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul para averiguar as informações necessárias para o fiel esclarecimento dos atos e punição, se houver, de eventuais culpados.
Espero, por parte do Ministério Público, que sejam apurados o quanto antes os supostos erros, irregularidades ou demais vícios em relação à Operação para não comprometer o erário público e também os serviços públicos em andamento, sempre presando pela transparência, publicidade e eficiência, que sempre segui durante meus 34 anos de vida pública. Sendo 6 mandatos eletivos.
Coloco-me, inclusive, à disposição de que meus bens, contas bancárias e demais ativos patrimoniais sejam investigados para comprovar que nunca houve enriquecimento ilícito ou corrupção pela minha parte. A totalidade dessas informações, aliás, são publicadas e transparentes em meios oficiais, como portal da transparência, licitacon e plataforma do BLL.
Só fica meu questionamento e, com angústia, quanto a dilapidação da minha imagem, por que justamente Liberato Salzano foi alvo de investigação e palco desses atos midiáticos, sendo que a empresa investigada atua em vários Municípios?
Já passei por muitas situações de denúncias, sempre superei e espero que onde tiver o bem, que prevaleça o bem.
Liberato Salzano, RS, 28 de maio de 2026.
GILSON DE CARLI
Prefeito Municipal“.
Gaúcha ZH
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