A Polícia Civil concluiu a investigação do caso envolvendo um casal que morreu afogado em um lago do Mátria Parque de Flores, em São Francisco de Paula, em julho do ano passado.
O inquérito, encaminhado ao Ministério Público do Estado (MPRS) em janeiro, indicia por homicídio culposo o proprietário da empresa terceirizada responsável pela locação do carrinho elétrico que submergiu nas águas com Natalino de Vargas Domeraski e Jane Beatriz da Silva Frohlich, ambos de 61 anos, em seu interior.
A justificativa, segundo a delegada Fernanda Aranha, é que o laudo pericial apontou que o veículo fornecido no local e utilizado pelas vítimas apresentou falha no mecanismo de abertura interna das portas, um “fator decisivo para o desfecho fatal”.
O nome do empresário indiciado não foi divulgado pelas autoridades. A reportagem tenta contato para contraponto. O Mátria Parque de Flores, por sua vez, informa via assessoria de imprensa que não irá se manifestar sobre o resultado da investigação.
A polícia também recomendou a órgãos de fiscalização e expedição de alvarás que revisem normas de segurança aplicáveis ao parque. Entre as medidas sugeridas está a análise da proibição do uso de carrinhos elétricos e da circulação autônoma de usuários em áreas de risco.
Relembre o caso
O caso aconteceu na tarde de 5 de julho do ano passado, um sábado. Natalino e Jane eram moradores de Porto Alegre e visitavam o Parque com a família.
O Posto Médico-Legal de Taquara confirmou que as mortes foram por afogamento. Segundo o Corpo de Bombeiros de São Francisco de Paula, o carrinho elétrico utilizado foi localizado a 3,5 metros de profundidade e a 6 metros da margem.
O carro estava deitado com uma das portas sobre o barro do fundo do lago. O veículo foi, então, ancorado até a margem, onde foram constatadas as mortes.
Conforme a delegada Fernanda Aranha, a investigação não conseguiu esclarecer, por conta de depoimentos contraditórios, se o condutor do carrinho recebeu ou não instruções do funcionamento do veículo.
Em notas publicadas na época, o Mátria Parque de Flores disse que trabalha com diferentes modalidades de transporte para deslocamento dentro do local e que os carrinhos elétricos eram alugados.
Poucos dias depois do ocorrido, o espaço divulgou que suspendeu o uso de carrinhos elétricos por tempo indeterminado. O parque foi reaberto na quarta-feira seguinte ao acidente.
Gaúcha ZH
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