Foto: Jorge Felipe / Departamento de Comunicação Social
A Polícia Civil de Marau, no norte gaúcho, concluiu na quarta-feira (27) as investigações que apontam um professor de 34 anos como responsável por diversos abusos sexuais contra crianças e adolescentes na cidade.
O homem está preso preventivamente desde dezembro e começou a ser investigado em julho de 2024, quando denúncia anônima apontou o comportamento inadequado do professor com crianças em vulnerabilidade social em entidade que atua no turno inverso ao escolar.
Com mais de 800 páginas, o inquérito foi finalizado e indicia o professor por estupro de vulneráveis e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê punição para aliciamento, assédio e contato sexual com menores. O documento foi encaminhado ao Judiciário.
Conforme a escrivã Marina Medeiros Costella, da Delegacia da Mulher e Vulneráveis de Marau, que liderou as investigações com o delegado Norberto Rodrigues, o professor mantinha contato excessivo com as famílias das vítimas e levava as crianças para passar momentos em sua casa.
— Ele conquistava a confiança dos pais e das crianças, oferecendo presentes e se aproximando de forma inadequada — relatou.
Na investigação, os policiais colheram depoimentos de funcionários da entidade, pais e supostas vítimas. Eles também tiveram acesso a dispositivos eletrônicos e celular do professor após mandado de busca e apreensão.
Ao verificar os dispositivos, a investigação identificou conversas inadequadas do professor com as crianças, nas quais ele se referia a elas como “gatinho” e expressava desejo de se casar com os menores. Todas as vítimas eram meninos.
Na investigação, mais de cinco crianças confirmaram ter sofrido abusos sexuais por parte do suspeito, incluindo um menor que é parente dele.
Outra descoberta foram pesquisas e acessos a conteúdos de cunho sexual envolvendo crianças, evidenciando um comportamento pedófilo.
— Ele procurava ativamente por sexo com crianças na internet, demonstrando um padrão de conduta preocupante — destacou a escrivã.
— É fundamental que os pais saibam com quem seus filhos estão conversando, monitorem o uso de celulares e observem qualquer sinal de comportamento estranho, mesmo que venha de alguém de confiança, como foi o caso desse professor — orientou a escrivã.
O professor está preso preventivamente no Presídio Estadual de Getúlio Vargas. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Zero Hora não divulga o nome do suspeito e das vítimas, assim como o da instituição de ensino onde aconteceram os fatos.
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Gaúcha ZH
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