Polícia
Foto: Ilustração

O major Edilson Della Flora Góes, comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva Missões (CRPO Missões), falou sobre a ocorrência registrada por volta da meia-noite deste sábado, 1º, no município de São Nicolau, na qual acabaram mortos o 2º sargento Adair de Melo Porto e o seu agressor.

Conforme Góes, a ocorrência iniciou em uma abordagem de trânsito de rotina. O indivíduo não respeitou a ordem de parada e fugiu. A guarnição já tinha informação de que este condutor estaria alterado no trânsito; ele era uma figura conhecida na cidade.

Quando o efetivo estava na sede operacional confeccionando o documento da ocorrência perceberam que faltava o endereço e se deslocaram para o local no intuito de complementar essa informação. O local fica junto a um ponto de venda de bebidas.

Ao se aproximar do endereço o grupo foi surpreendido por disparos de arma de fogo que atingiram o sargento Adair, no banco do carona. O motorista da viatura conseguiu sair do veículo e revidar. Ambos foram socorridos, mas o militar acabou não resistindo e morreu no Hospital São Nicolau. O atirador morreu no Hospital de São Luiz Gonzaga.

O major comentou que o agressor não tinha antecedentes criminais graves que justificassem uma reação neste nível. “Ele poderia estar embriagado ou sob o efeito de algum entorpecente, até porque não respeitou a ordem de parada, mas é algo que não podemos confirmar”.

Esta é a primeira morte de um brigadiano em serviço desde o caso envolvendo o soldado Fabiano Heck Lunkes, que foi morto durante cerco aos assaltantes de banco em Porto Xavier, em 25 de abril de 2019. O sargento Adair era do efetivo de Dezesseis de Novembro e estava em São Nicolau por conta da união de efetivos para as patrulhas. Isso ocorre por causa do déficit de pessoal.

Adair será velado na Igreja do Evangelho Quadrangular e seu corpo será sepultado, com honras militares, em São Luiz Gonzaga. Os horários ainda não foram divulgados.

Rádio São Luiz